Na linha de
água,
o espelho serve
o poeta
que pretende
narcisar-se,
aproximar a cegueira
à respiração
dos peixes.
Em horas vagas
aguam-se-lhe olhares
e, na outra margem, miragens minguam.
Foi alagamento
de rio
ou seus olhos
dobraram distâncias
para o inexplicável?
Lídia Borges
(pintura de minha autoria óleo sobre tela, 50X40cm)
