É esta a tua terra. Não desistas dela
que outra tão tua não encontrarás.
Volta teu corpo, teus
olhos, tua boca
a nascente…
Ouves a cascata ao longe
em trovas de pedra e água?
Deixa que te alcance, que te banhe,
que faça ninho no teu coração.
.
Se puderes beber desse som,
matarás tua sede e saberás feliz
o canto da cotovia, a cortar
o ar.
Tenta mais uma vez estender os braços,
agarrar esse azul ciano sobre a tua cabeça.
E, quando as estrelas vierem, de
mansinho,
preparar a noite,
escolhe duas ou três…guarda-as no
bolso da camisa.
Verás que te serão preciosas
quando a saudade vier roer os dias
e as noites
com que se escreve: lonjura.
Lídia Borges
(imagem: pesquisa Google)
