Ilhas desertas, meus olhos,
desconhecidos mares, a banhá-los,
improváveis rosas brancas
no dobrar de cabos invisíveis.
Do inaudito, o longe sem-fim.
Na convulsão dos céus, nuvens
formam-se e deformam-se,
velhas naus galgam tempestades novas.
Já não sei nada, tão seguramente, como outrora sabia.
Tomara que viesses alisar meu pensamento,
desatar meus cabelos.
dissipar ventos, aniquilar meus medos.
Tomara que não fosses barco de papel, apenas.
Lídia Borges
