
Chegou de repente a reclamar primazias
nas
nossas vidinhas de gente feliz.
Faço, não faço? De nada vale refrear
as
raízes da existência.
Senhora
de si, uma tal Alteração Genética
veio ameaçar o nosso orgulhozinho de gente saudável.
Imortal
até, talvez, quem sabe?
Devíamos
era escrever poemas
de
risos abertos, todos os dias.
Devíamos
colhê-los e esfregá-los alegremente
na
cara da tal Alteração alterada
que,
geneticamente falando,
nos
assevera danos, dores e prantos.
E quem não, com ou sem Alteração?
Lídia Borges