A música, ternura rio compaixão
ou apenas um
modo jovialis
de dizer revelação feitiço ou amor.
O ouvidor sabe
ler-lhe os silêncios.
Sondar em seus ritmos o ritmo do coração
conhecer a
inclinação das tempestades
a acalmia dos ventos
na volúpia afã dos acordes.
A música é para
beber.
Vem bebê-la
comigo, neste fim de tarde.
Brindemos, embriaguemo-nos.
Seja meu o teu estremecimento
seja tua a
minha saudade.
Lídia Borges
(imagem Pinterest)
