que vais dispondo, uma a uma, na árvore de Natal.
Lembras.
Talvez por isso saibas que mais logo,
quando a casa adormecer, apagarás as lâmpadas do tecto
e deixarás que o sombreado das luzinhas
ilumine histórias passadas e futuras,
completas ou parciais que
desfilarão diante de ti para que nenhuma saudade,
nenhum dezembro
falte a este dezembro
branco, húmido e por demais
embaciado.
Tão longe de Belém!
Lídia Borges (Dezembro, 2025)
(foto minha, hoje)
