Jaz na berma de uma estrada que serpenteia pela encosta íngreme.Vertical! Calcinada pelo calor excessivo e pela ausência castigadora de água, refugia-se na contemplação e no silêncio num desviver despojado de cor, abandonada a uma solidão digna.
Reparar nela foi como acordar de um sonho feito de jardins de lírios e rosas e perfumes e aves… Foi reencontrar a certeza de que tudo se transforma em pedra, pó e esquecimento às mãos ásperas de um tempo cruel.
Foi o bastante para fazer dela a “vedeta” da minha fotografia…