(foto minha, hoje)
Gosto de o encontrar. É daqueles amigos que raramente vemos, mas que sabemos certos e verdadeiros. São tão poucos já os desta estirpe! Quando o acaso nos coloca num mesmo lugar, ao mesmo tempo, é certo e sabido que tudo quanto eventualmente haja a fazer, vai ter de esperar. Poderíamos conversar, horas a fio, que cada uma seria sempre o curto instante de uma “viagem” partilhada. Nesses momentos, prefiro o ouvir ao falar. Ele tem mais mundo calcorreado, muitas mais páginas lidas, mais vida para contar, mais palavras e melhor dizer.
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Agora o poeta rapou a barba. Já não pode ser confundido com o Pai Natal, mesmo que tenha feito questão de me oferecer, hoje, um exemplar de cada um dos três números da Quaderna / literatura y arte, revista literária que criou e editou, entretanto, desde a última vez que nos vimos, da qual ressalta, ao primeiro olhar, um apuradíssimo sentido estético. No olhar segundo, páginas adentro, sei que a qualidade e o rigor marcarão presença. Foi assim com a “Delphica”, cerca de 900 páginas de leituras e olhares diversos sobre artes e literatura clássica, publicadas em quatro números, e será assim, estou certa, com a Quaderna que irei ler atentamente e logo que me tenha inteirado do conteúdo, voltarei a trazê-la aqui.
E, como se não fosse bastante o volume do presente, resolveu juntar alguns livros seus que eu não tinha ainda nas minhas estantes, num gesto de generosidade que em nada me deixa indiferente.
Há dias de chuva muito agradáveis!
Sempre grata.
