Desprevenida contra o tempo
cresci até ao sono dos velhos.
Não sei como continuar acordada
para ti.
Sinto-me hoje sem graça,
dói-me a cabeça e o coração
que é de vidro...
Não, não to posso mostrar.
E se ele se parte no peito
em seu marulhar de mar?
Espera-me depois da lua
quando nascida a alvorada
ao fundo da tua rua.
Traz um verso numa mão
e na outra, uma qualquer poção
de Verdade,
uma aspirina, um ben-u-ron,
uma receita para nadas
que por tudo e por nada,
choram.
Ou então
deixa-me dormir os sonhos
sem pressa nem ilusão.