Pour cerner d’un peu plus de trendresse
ton nom
Paul
Éluard
Nunca é súbita a morte do
amor.
Ela necessita de ser curada ao sol
de mil estações,
exilada nos
estendais gelados
de tempestades múltiplas,
necessita da voz da
solidão
repetida em ecos febris,
de perecer vezes sem conta
antes da morte,
para que, da terra lavrada,
em vez do vulgar ódio, ressurja,
com forma distinta, o
amor,
folha que retorna à
árvore,
naturalmente.
