Da 4.ª edição do "Xuntos polas Artes" que, este fim-de-semana decorreu na Corunha, entre sentimentos múltiplos, palavras de benquerença e calorosos abraços, trouxe livros e amigos (velhos e novos). Eis alguns:
Xosé de Cea - "VILAREDA"
A avoa Filomena
Aí estás,
amortallada no teu cadaleito,
mergullada no teu elemento
de ladaíñas e rosarios,
de lapas e cera queimada,
num mundo de penumbras.
amortallada no teu cadaleito,
mergullada no teu elemento
de ladaíñas e rosarios,
de lapas e cera queimada,
num mundo de penumbras.
"Non morreu. Acabouse"
Non, non se acabou.
Morreu,
pero non acabará.
Morreu,
pero non acabará.
[...]
Álvaro de Oliveira - "ENIGMAS EVOCAÇÕES E SONHOS"
"Os enigmas na rota
de Sebastião Alba"
de Sebastião Alba"
2
Vergado ao cansaço da noite,
em nenhuma luz era visível
a vadia marca de seus pés. Outros
fantasmas mordiam-lhe o pensamento.
em nenhuma luz era visível
a vadia marca de seus pés. Outros
fantasmas mordiam-lhe o pensamento.
Segurava, então, o olhar pela paisagem
e ninguém existia nesse lugar. Ia dizer
que o luar lhe acendeu o rosto para ver o sonho
mas viu apenas sombras e tristezas.
e ninguém existia nesse lugar. Ia dizer
que o luar lhe acendeu o rosto para ver o sonho
mas viu apenas sombras e tristezas.
Teresa Ramiro - "FUNDIDO A NEGRO"
Tarde de Marzo
O tempo é un rio longo
un voo constante
unha canción nunca cantada
que dorme na memória
un voo constante
unha canción nunca cantada
que dorme na memória
O tempo pasa
pasa o vento
e a candura permanece
cicelada
nos cómaros do teu olhar
pasa o vento
e a candura permanece
cicelada
nos cómaros do teu olhar
a Sandra, miña filla
