Não têm forma nem rosto nem feitio
os poemas inacabados destroçados por aí.
Quantas
palavras
terei deixado por dizer?
Quantas as que não soube amar
por medo, por desprezo ou distanciamento?
São hesitações ébrias que me interrogam
de um lugar desconhecido sem me falarem.
Tanto mundo por dizer!
Vivo com pudor a Poesia
não sei de facas nem de espadas
só de rosas...
que não conhecem do mundo
vilezas e tiranias
Não eu matarei a beleza
ao que do mundo chamo Poesia.
Tudo isto é assim:
um ligeiro quase-nada
ser em mim descontente
para alguns inconsciente
mas em mim nunca calada.
(imagem: pesquisa Google s/ind. de autoria)
