Todas as janelas são hoje feitas de outonos e folhas
desnorteadas. No quintal inquietam-se árvores e
pássaros.
Antes que o
vento a julgasse sua, colhi a rosa. Era minha. Trouxe-a para casa. Está ali num
solitário com água. Soberana!
Olhando-a daqui,
não tenho dúvidas nenhumas, estou em plena sintonia com Manuel António Pina:
numa rosa os espinhos são mesmo "defeitos perfeitos".
(Lídia Borges)
