As árvores…
As árvores…
As árvores…
Estão carregadas
de generosidade em botão
verso plácido
antes da hora de desabrochar.
Impróprios para consumo,
contudo, os versos
pelo sem-sumo dos dias longos,
dispersos.
Uma linha em branco
interroga-se
no azul à distância
sobre a cobardia e a audácia
das letras na sua plana errância
Lídia Borges
