(imagem: JL on-line)
Quando
me propuseram assinar esta Carta Aberta dos Escritores de Língua Portuguesa
contra o racismo, a xenofobia e o populismo, em defesa de uma cultura e de uma
sociedade livres, plurais e inclusivas, a minha resposta demorou o tempo de
um SIM rápido e inequívoco. Senti que, de algum modo, talvez até o único modo viável,
esta seria uma oportunidade de juntar a minha, à voz de outras pessoas
preocupadas com a escalada de práticas e manifestações pautadas pela
desumanidade, que não respeitam o Outro, que violam os Direitos Humanos.
Trata-se
de uma tentativa de expressar o pensamento e a posição dos escritores da nossa
língua sobre estas questões graves que, cada vez mais, ameaçam as sociedades em
que vivemos.
Alguns
nomes como Chico Buarque, José Eduardo Agualusa, Mia Couto, Ondjaki,
Nélida Piñon, Luís Carlos Patraquim, Mário Cláudio, Mário de Carvalho, Ana
Margarida Carvalho, Sérgio Godinho, Nuno Júdice... terão concorrido para que um maior número de pessoas lesse afirmações deste teor:
-
Não podemos olhar para o lado nem continuar calados, sob pena de emudecermos.
- Não só a escritores, artistas, intelectuais
mas a TODOS apelamos “a que se distanciem de projectos e movimentos antidemocráticos
e ajudem na consciencialização das novas gerações para a urgência dos valores
humanistas…
-
Como sempre nos mostrou a História, quem adormece em democracia acorda em
ditadura.
(Pode
ler o texto integral e consultar a lista de subscritores, aqui.)
