terça-feira, 1 de setembro de 2020

Para pensar


                                                                                                                 (imagem: JL on-line)


Quando me propuseram assinar esta Carta Aberta dos Escritores de Língua Portuguesa contra o racismo, a xenofobia e o populismo, em defesa de uma cultura e de uma sociedade livres, plurais e inclusivas, a minha resposta demorou o tempo de um SIM rápido e inequívoco. Senti que, de algum modo, talvez até o único modo viável, esta seria uma oportunidade de juntar a minha, à voz de outras pessoas preocupadas com a escalada de práticas e manifestações pautadas pela desumanidade, que não respeitam o Outro, que violam os Direitos Humanos.

Trata-se de uma tentativa de expressar o pensamento e a posição dos escritores da nossa língua sobre estas questões graves que, cada vez mais, ameaçam as sociedades em que vivemos.

 Surpresa foi ver, depois, personalidades de relevo indiscutível das letras de diversos países, orientações ideológicas, políticas, religiosas, estéticas, responderam à chamada, dando a esta Carta um peso e um significado que de outro modo não seria possível alcançar.

Alguns nomes como  Chico Buarque,  José Eduardo Agualusa, Mia Couto, Ondjaki, Nélida Piñon, Luís Carlos Patraquim, Mário Cláudio, Mário de Carvalho, Ana Margarida Carvalho, Sérgio Godinho, Nuno Júdice... terão concorrido para que um maior número de pessoas lesse afirmações deste teor:

- Não podemos olhar para o lado nem continuar calados, sob pena de emudecermos.

 - Não só a escritores, artistas, intelectuais mas a TODOS apelamos “a que se distanciem de projectos e movimentos antidemocráticos e ajudem na consciencialização das novas gerações para a urgência dos valores humanistas…

- Como sempre nos mostrou a História, quem adormece em democracia acorda em ditadura.

(Pode ler o texto integral e consultar a lista de subscritores,  aqui.)