sábado, 29 de abril de 2023

Libelinhas



 De súbito, mil libelinhas…


Atraídos pela aparente destreza do poeta

em apascentar libelinhas,

os aprendizes de entomologia

vêm questionar:

onde o alimento para as libelinhas?

 

É uma ideia inquietante

que encontro sozinha a flanar

debaixo de chuva.



foto:

 Brunfelsia, manacá de cheiro, Romeu e Julieta são alguns dos nomes dados a esta arvoreta que tenho há alguns anos num canto do jardim. Quando está em flor chamo-lhe: o meu ramo de libelinhas. As pétalas começam por ser azuis e vão clareando até chegarem ao branco. Nesse percurso, passam por diferentes tons de lilás e rosa, em momentos distintos, o que a torna única, durante o período de floração. 

Libelinhas, pela leveza e pela beleza. E pelo perfume intenso que só as minhas libelinhas possuem. O poema?! Ah, esse fala de efemeridade.


Lídia Borges