De súbito, mil libelinhas…
Atraídos pela aparente destreza do poeta
em apascentar libelinhas,
os aprendizes de entomologia
vêm questionar:
onde o alimento para as libelinhas?
É uma ideia inquietante
que encontro sozinha a flanar
debaixo de chuva.
foto:
Brunfelsia, manacá de cheiro, Romeu e Julieta são alguns dos nomes dados a esta arvoreta que tenho há alguns anos num canto do jardim. Quando está em flor chamo-lhe: o meu ramo de libelinhas. As pétalas começam por ser azuis e vão clareando até chegarem ao branco. Nesse percurso, passam por diferentes tons de lilás e rosa, em momentos distintos, o que a torna única, durante o período de floração.
Libelinhas, pela leveza e pela beleza. E pelo perfume intenso que só as minhas libelinhas possuem. O poema?! Ah, esse fala de efemeridade.
Lídia Borges
