
A dois passos da condição da besta,
concentrado
em colocar toda a força dos braços
ao serviço da sobrevivência,
ele afasta-se da natural condição do humano.
Nele, a máquina vive. Sente medo
mas não saudade, nem alegria, nem dor.
Manipulada, a peça da consciência
afunda-se nas armadilhas dos novos amos.
Diz-se por aí que é noite ainda
nas ruas do entendimento.
Lídia Borges
(imagem: pinterest s/ ind. autoria)