Como é sabido, há pessoas de natureza amarga.
De cada vez que uma palavra mais amena lhes adoça a voz
lançam-se em busca do frasco de azedias revestidas.
A tomar em SOS com um pouco de ácido málico
sempre que um pinga-amor
ou mesmo um pingo-de-mel
se atreva a desconcertar-lhe a atenção.
Cá para mim tudo isso,
muito mais do que simples acidez, é medo.
Dos diabetes, quiçá.
Lídia Borges
