Sem esse conturbado ruído de fundo,
sem a sombra desse grito no semblante,
um modo outro de animar-te
na massa moldável entre mãos:
um sorrido inesperado
que se esboça,
um olhar que de
súbito se acende,
um braço que se ergue para te saudar,
E assim te forço
a viver
nessa linha
impossível
entre matéria
animada,
e matéria
inventada.
Um pé todo chão,
o outro, evaporação.
Realidade ou ilusão? Que importa?
Beber um copo
de filosofia barata,
grafar um verso sem contornos de tristeza,
ver como te inclinas
ainda
para colher essa flor silvestre...
Lídia Borges
