domingo, 11 de maio de 2025

Como as cerejas

 


Faço-me promessas

como se, fazendo-me promessas,

assumisse o dever e o direito de viver

até as cumprir.

 

Porém, como as cerejas,

conversas e promessas

sucedem-se [abusivamente]

 

o que invalida à partida

qualquer contrato desleal

com o tempo.


Lídia Borges (11/05/2025)