Glória de Sant'Anna (1925-2025)
Fui entrando com pezinhos de lã no universo poético de Glória de Sant’Anna, cada vez mais interessada, cada vez mais encantada, olhando para a direita e para a esquerda, para a frente e para trás, descobrindo, pouco a pouco, a subtileza de um "dizer", marcado por uma enorme sensibilidade que entrelaça fragmentos de sombra e luz até tecer, com mestria, o véu da experiência humana, entre o tumulto da existência e a suavidade da alma.
Chegou hoje o "SILENCIO ABERTO". Trata-se de uma coletânea organizada por Inez Andrade Paes que reúne poesia, textos e ensaios de autores lusófonos em torno da Poesia intemporal de Glória de Sant' Anna.
Expresso o meu agradecimento à família da Poeta, em especial a Inez Andrade Paes, pelo honroso convite para fazer parte deste acontecimento - "Silêncio Aberto" - que se constitui um justíssimo e imperativo tributo, na passagem do Centenário do Nascimento, à Poeta de Um Denso Azul Silêncio e a toda a sua obra, incontornável, no âmbito das Literaturas Moçambicana e Portuguesa do séc. XX.
Lídia Borges

