segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Banalidades

 


Qualquer palavra é enchente.

Sem margens desaparece.

A demasia é quase sempre equívoco.   

 

E o cansaço, rendição,

vidro moído, vórtice,

esvaziamento da imagem.

 

Desfocagem do subliminar

corte rente de qualquer gomo 

de criatividade.

 

Nos gastos muros do silêncio

medram frugais banalidades

que o texto naturalmente despreza.

 

Lídia Borges (09/02/2026)

(Imagem: surrealismo, s/ indicação de autoria)