Qualquer palavra é enchente.
Sem margens desaparece.
A demasia é quase sempre equívoco.
E o cansaço, rendição,
vidro moído, vórtice,
esvaziamento da imagem.
Desfocagem do subliminar
corte rente de qualquer gomo
de criatividade.
Nos gastos muros do silêncio
medram frugais banalidades
que o texto naturalmente despreza.
Lídia Borges
(09/02/2026)
(Imagem: surrealismo, s/ indicação de autoria)
