sábado, 14 de novembro de 2009

Mau tempo


O céu, de repente, desabou

Avalanche, tromba de água

A ira divina errou

Pela ruas: rio, lava…

Só quando a acalmia rompeu,

De mansinho a madrugada,

É que o sono adormeceu

Perdido, na minha cama.

22 comentários:

Anónimo disse...

Gostei de como encerrastes o poema, com chave de ouro!
Por aqui chove neste novembro, o Mau Tempo toma conta...

Beijo e ótimo sábado!

lupuscanissignatus disse...

a des construção

de um

temporal


[intemporal
o céu
em convulsão]


*bom-fim-de-
semana*

Akhen disse...

Lidia
"Só quando a acalmia rompeu, de mansinho, a madrugada é que o sono adomeceu..."
É duma suavidade esta sua imagem. O cansaço da natureza, que se cansou de cansar e adormeceu.
Simplesmente lindo.

Paz e Luz no seu caminho

aapayés disse...

Que bello tu poema..

Un beso


Un abrazo
Saludos fraternos...

Que disfrutes del fin de semana..

angela disse...

Tempestades e alcamias, muito lindo o poema.
beijos

marinaCqm disse...

Constrastes pertinentes
em bonitos versos.

Beijos, abraços e boa noite!!!

Cristina Fernandes disse...

Nos temporais e nos Novembros... encontramos o verdadeiro sentido da poesia. Novembro é o meu mês, é o mês nove...
Essa música do Cat Stevens... diz-me muito...
Um beijo grande
Chris

Paula Barros disse...

Fiquei pensando no mau tempo e nas chuvas de algumas cidades, e fiquei pensando no paralelo que podemos muitas vezes fazer do tempo lá fora, com no nosso mau tempo interno.


Um ótimo poema, que faz o leitor refletir e sentir.

Unknown disse...

Bom dia
Venho agradecer a sua visita e dizer-lhe que volto a contar com as suas palavras de amizade e estímulo.
Agradeço e essas palavras são um motor que impulsiona o barco a navegar neste mar de sonhos e criações.

Os temporais são assim.
Numa passagem mudam tudo e todos à nossa volta.

Carlos Gonçalves disse...

Lídia, depois da tempestade, há sempre o encanto da madrugada, mesmo em sonhos, a caminho de um novo dia.

Um beijo.

Carlos

Carmo disse...

"É que o sono adormeceu

Perdido, na minha cama".

Maravilhoso, Lídia

Beijinho

Carmo

Jaime A. disse...

Uma "meteorologia" com metáforas lindas e terminando de maneira admirável.
Parabéns

Graça Pereira disse...

Ás vezes, a tempestade lava a alma e fica depois...uma doce calma!!
Gosto sempre do que escreves, não me canso de o repetir.
Um beijo e uma boa semana.
Graça

poetaeusou . . . disse...

*
profundo poema,
,
errado mau tempo,
no leito, perdido .
,
brisas serenas, deixo,
,
*

JOSÉ RIBEIRO MARTO disse...

Que maravilha , Lídia !
Um verdadeiro prazer ler ... Perfeito!
Abraço
_____________ JRMARTO

Eva Gonçalves disse...

Pequeno poema simplesmente encantador. Um beijo e boa semana.

João de Sousa Teixeira disse...

BOM DIA!

... E depois do mau tempo, a bonança
(esta, porém, é tão efémera como a borrasca)

Beijinho
João

Graça disse...

Um temporal dito por ti é a mais bela poesia!

Beijo, Lídia... um prazer ler-te.

DIABINHOSFORA disse...

Sim, o "tempo" tem andado mau mesmo! Chovem raios do passado, granizo no presente e receio as nuvens no futuro...mas torço, ai como eu torço, para que também a "acalmia rompa de mansinho a minha madrugada"!
Só tu, para nos falares deste jeito.

Beijinho

A Palavra Mágica disse...

Lídia,

Ainda bem que já passou.

Beijos!
Alcides

sideny disse...

Olá Lidia

Gostei do poema, e a foto é linda.

E da musica de Cat Stevens.

beijinho

Marcelo Novaes disse...

Lídia,




Nós temos errado tantos os alvos, que Deus fica parecendo até um atirador de elite.






beijos,








Marcelo.