sexta-feira, 30 de abril de 2010

Verde


Onde está o verde dos meus olhos
do tempo em que me olhavas?

Foi -se perdendo por aí
nos prados, nos ribeiros,
nas folhas, nos canteiros,
nas sombras que aprendi.

E agora quando olho
Não são meus olhos a ver
Que esses, só têm olhos para ti
quando passas, indiferente
nos lugares onde os perdi.

25 comentários:

Sândrio cândido. disse...

sabes querida logia, tudo muda em nossa aparência, mas os olhos permanecem os mesmos, sempre iguais, porque eles são a nossa alma...quando dizes que perdeu os olhos perdeste na verdade a alma por um grande amor e isto me encanta, me desatina me fala profundamente.
saudações

Anónimo disse...

Desfecho de doer, que bonito, moça!
Beijo.

Agulheta disse...

Nem sempre aqueles olhos que nos miravam de forma mais intensa,estão presentes,se perdem noutras miragens.Gostei muito,e agradeço visita.
Bjs e bfs Lisa

Sonhadora (Rosa Maria) disse...

Minha querida
Lindo poema...os olhos que nos olharam no passado, com o tempo mudam de cor, adorei.

Deixo um beijinho e o meu carinho

Sonhadora

chica disse...

Tudo muda!Lindo!beijos,tudo de bom,chica

José Doutel Coroado disse...

poema de amor, essa coisa difícil de conseguir.
muito bem conseguido.
minha vénia

angela disse...

Que lindo!!
Acho que todo mundo já viveu isso e você o exprimiu com muita delicadeza e sentimento.
beijos

João A. Quadrado disse...

[onde vivem, em nós, as naturezas quase mortas? Os pedaços que nos esquecemos, não nas gavetas, nos arrumos da nossa casa interior, mas no jardim que já descuidamos há muito? onde?]

um imenso abraço, Amiga Lídia

Leonardo B.

Penélope disse...

Estes olhos verdes que falam como se fossem corações...

Muito lindo

sideny disse...

Ola Lidia

Venho desejar um bom fim de semana.

beijinhos

Rosa dos Ventos disse...

Belo poema!
Parabéns por ele!

Abraço

. intemporal . disse...

.

. alva é também a esperança que eleva a clorofila aos olhos .

. de quem sempre soube amar ... .

.

. um bom fim de semana .

.

. paulo .

.

_Sentido!... disse...

deixo um beijo, no verde do teu olhar!

Anónimo disse...

Dentro deste olhar espelha o amor perdido e mesmo assim espera...


Um beijo

Carlos Gonçalves disse...

Deve ser essa a razão de eu gostar tanto da natureza, o verde dos campos confunde-se sempre com o verde de uns olhos verdes, que perdi, e não mais encontrei, na paixão da minha juventude.
Lindo este poema, recorda-me coisas que gostaria esquecer.
Beijo de muito carinho, querida Lídia.
Carlos

Aníbal Duarte Raposo disse...

Lídia,

Gostei particularmente da singela beleza deste poema.

Beijos

Joaquim do Carmo disse...

Os "olhos verdes" sempre me disseram muito e, os que amo, espero que jamais mudem de cor, jamais se percam - que "os prados, os ribeiros, as folhas nos canteiros" dela não precisam - e eu jamais me distraia de seu encanto!
Beijo

Anónimo disse...

Gostei muito do teu post e + ainda do teu blog...
to te seguindo..
da uma passadinha no meu depois.
bjus

Júlio Castellain disse...

....
Perfeita, Lidia.
Abraços.
...

Maria Rodrigues disse...

Lindo e triste.
Nem sempre o presente é como nós sonhamos e desejamos, por vezes fica só a nostalgia.
Bom Domingo
bjs
Maria

ana p disse...

Nos olhos onde tudo nos fica guardado...
muito bonito , Lidia
Beijo

Anónimo disse...

Olá Lídia,
Belíssimo poema, simples, mas com muita musicalidade e que diz muito!
Tudo pode mudar e tudo pode continuar na mesma...
Beijinhos

A.S. disse...

Lidia,

Belo o teu poema! Tem musicalidade e alma!!!


Beijos
AL

Alberto Oliveira disse...

- É lá possível!
- Pelo menos foi o que ela me afiançou: que tinha perdido o verde do seus olhos...
- E nem se mostrou triste? não procurou saber se havia alguma hipótese de recuperar a cor?
- Não. Nem eu me atrevi a dar-lhe qualquer sugestão...
- É curioso... qum sabe se um dia destes não te aparece de olhos azuis?

José Carlos Brandão disse...

O verde dos teus olhos está na memória.
Está dentro de ti o verde dos teus olhos.
E muito mais além do que a dor da história
Floresce o verde de entre as pedras e os abrolhos.
Um beijo, Lídia.