Quando o teu sorriso vem sem que eu o chame
E a tua voz me toca como um leve bater de asas
Ponho em causa a incorporalidade
De que te vesti e sei que existes
Procuro-te então na luz inefável
De um sol nascente a cair em raios de prata
Na colina perdida onde gosto de ir morar
Procuro-te nas ruas da cidade frenética
nas esquinas e nos jardins entardecidos
com solitários bancos de pedra fria
Mas não te encontro
e é a tua ausência que vem encher de realidade
Estas minhas mãos vazias
26 comentários:
Quem murmura na noite e acende estrelas
Quem te leva em marés de riso
quem invade teu dia após a noite
quem vem estando ausente
e nunca vai?
E agora essas mãos vazias estão cheias de ternuras ...!
Lindo, Lídia!
Um beijo
Lídia, Lídia... que beleza!
Beijos
Belo poema, Lídia.
Parabéns!
Ótima semana.
Beijos
voltei...
esqueci de dizer a música que escolheste Avec le temps é maravilhosa !!!
Beijo
...
Beleza de poesia.
Abraços, Lídia.
...
Que realidade dura esta que nos deixa de mãos vazias.
Lindo poema.
beijos
Lindo demais, amiga!
Boa semana!
Bjsssss!
Suavidade de poemas que nos transportam até essas colinas encantadas onde se pode ouvir a tua voz e sentir o teu perfume amaciar-nos a pele.
Parabéns por estas melodias que nem sei se me saciam ou aumentam a sede de a beber por tempo indeterminado.
A emoção da ausência...
Abraço
Ah, Lidia, como esses versos calaram fundo lá dentro de mim... Mãos vazias que se enchem de realidade pela sentida ausência...
Beijos e bom dia para você
e já procuraste dentro de ti?
Lindo o teu poema querida amiga, apesar de muita nostalgia. Agora vamos ao benfica... com que então cheiram a naftalina?... Tá bom eu aceito mas aqui fica a resposta em verso. Beijos amiga e boa semaninha
Neste clube que é o meu
Aqui, ninguém ficou mudo
Nesse clube que é o teu
O bichinho traçou e comeu
Cachecóis, naftalina e tudo.
Nada melhor do que ler um dia de sol, uma boa cia, ler um belo poema (como este).
Adorei.
Parabens.
Boa semana.
Bjs
Bonito isso, apesar de dolorido, é mesmo o que sentimos muitas vezes.
Beijos!
Nossas mãos nao ficarão vazias , sobra nelas o perfume deixado por aqueles sorrisos.
E antes que a dor acabe,outras maos vem pra encher nosso coração novamente e novamente...
abraços, deixo o meu sorriso.
Sempre vai ficará as digitais de quem tocou...
Beijos
Poema lindo, apesar de triste.
Beijo!
Lídia.As palavras com aquele sorriso que tocamos como se fosse mágico...adorei.
Beijinho b semana.
Lisa
Lídia, ambas carregamos girassóis em nossas páginas - e isso já havia me chamado a atenção. Ao ler seu texto, pude ver que a sensibilidade é uma característica nata sua. E que bom encontrar lugares especiais assim. Gostei demais de "e é a tua ausência que vem encher de realidade Estas minhas mãos vazias" - belo jogo de palavras! Um abraço encantado, Deia
Quando um sorriso vem sem que se chame...
não deveria se perder. =]
Não deve. Não pode. Não deixe se perder.
Um beijo! *Bonitas palavras e obg pelo comentário!
Recado que se envia a cada manhã ao romper do dia... Sorrisos que a brisa tráz e leva e o cansaço das cicatrizes...das mãos vazias...
Beijo
Graça
Minha querida
Lindo poema...encantamento de palavras.
Procuro-te nas ruas da cidade frenética
nas esquinas e nos jardins entardecidos
com solitários bancos de pedra fria
Adorei.
Beijinhos
Sonhadora
Lindos versos de uma ausência que dói, mas que é movimento em procura e vida! Adorei sua maneira de escrever a procura que de certa forma é de todos nós!!
Beijos!
É isso: os desencontros da vida. Como lidar com eles? Só as situações dirão... Lindo poema. Abraço.
A procura faz parte do nosso âmago. Como conviver com ela, como regá-la,como alimentar a determinação de prosseguir esse percurso, eis a questão.
Gostei do poema.
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