sexta-feira, 16 de julho de 2010

Versos


Ainda me não despi
Não falei toda a verdade
Como falso poeta menti
Manobrei a realidade
Em tudo quanto escrevi

Quando penso entregar-me
Nas mãos de um qualquer poema
Uso vestes de pudor
Que ocultam o que sinto
Que encobrem minha dor

Nunca um poema adulterado
Tocará a alma de alguém
É um canto amedrontado
Que não cativa ninguém

E de mentira em mentira,
Minha escrita vai fluindo
No ar fica o embaraço
Deste jeito com que minto

23 comentários:

Anónimo disse...

Uma pitada de Fernando Pessoa, não?
E assim seguem os poetas, em sua sagrada missão.

O poeta diz,
escreve e fala
dando vida a tudo
dando vida ao nada
feito uns gênios,
místicos, iluminados.
Filósofos, obcecados
dão vida a tudo
dão vida às palavras.
Tornando real seu mundo
sentimentos perpetuados.
Dão vida aos sonhos
dão vida a alguém
que hoje o tempo encerra
e a lembrança resgata...

Beijos, um abraço.

Deia disse...

Se mentir é escrever estrofes de pura sensibilidade e nos emocionar, que venham as mentiras! Que lindo e rico poema. Que continuemos fingidores, fingindo que não é dor, a dor que deveras sentimos! Um beijo, Deia.

Maria Rodrigues disse...

Querida amiga, simplesmente excelente.

Tenha um feliz fim-de-semana

"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho." (Mahatma Gandhi)

bjs do tamanho do infinito
Maria

Cadinho RoCo disse...

Lindos são os jeitos assumidos pelo poetar.
Cadinho RoCo

Unknown disse...

Olá Lídia
Desejo uma boa noite e um bom fim de semana.
Envio-lhe um abraço carregado de beijinhos.
Este poema é encantador. Não é tão sofisticado e a mensagem é mais clara e cadenciada. Peço desculpa pelas minhas palavras simples em comentário.

PjConde-Paulino disse...

gosto de entrar aqui. Gosto de ler os poetas. Gosto das escolhas. Gosto de estar aqui:)

Pj

ANTOLOGIA POÉTICA disse...

Que o carinho resida em seu caminho,
Que os amigos leais se multipliquem,
E que a paz se faça presente...
sempre".


BOM FDS........Beijos meus!! M@ria

Juliana Matos. disse...

Nada do que escreverá será mentira,
trará um pouco da sua alma nos versos que compor!
Que lindo Lídia!
Um beijo da Ju

Mª João C.Martins disse...

Lídia

Como Pessoa,sem dúvida! Tão belo quanto o que ele escreveu...

"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração."


Um beijinho enorme

vieira calado disse...

Mas... amiga!

O poeta é um fingedor!

Beijoca

Paula Barros disse...

Será?

Sempre escapa um pouco da alma nas palavras..sempre tem um pulsar de verdade.

beijo

Sonhadora (Rosa Maria) disse...

Minha querida Lidia
Um belo poema, mas será que o poeta finge o tempo todo...
Adorei o poema é lindo

Beijinhos
Sonhadora

Anónimo disse...

Ai, farei das suas as minhas palavras. Perfeito esse poema!

Beijos, querida.

A Palavra Mágica disse...

Lídia,

É assim mesmo... "o poeta é um fingidor"...

Beijos!
Alcides

Carol Timm disse...

Lídia,

Lindo poema e a foto também.

Mas o poema vai se tornando contruindo e se habitando aos poucos, não vai?

Beijos,
Carol

AC disse...

"O poeta é um fingidor..."
Valha-nos que a Lídia não é uma falsa poetisa, e pode dizer que mentiu ou manobrou a realidade as vezes que quiser. Já conquistou esse direito.

Beijo

Lilá(s) disse...

Gosto desta poesia tão suave!
Bom fim de semana
Bjs

Carmo disse...

Querida Lídia, o poeta é um fingidor, por isso nada do que a Lídia escreve é mentira...
Beijinhos
Bom fim de semana

Anónimo disse...

"Amigos são flores plantadas ao longo
do nosso caminho para que saibamos
encontrar primavera o ano todo."

(Letícia Thompson)

Feliz Sábado e beijos na alma...M@ria


Obs:Tem selinho aqui,um carinho prá voce!Leve-o.

tulipa disse...

As suas palavras são um beijo soprado nos meus ouvidos. Pura sensibilidade!!!
Parabéns pelo talento.
Obrigada pela partilha.

Se puder venha refrescar-se com as minhas imagens do rio Sado, nos Momentos Perfeitos.
Veja o hospital onde estive internada.

Um abraço.

Mona Lisa disse...

Olá

Soberbo poema...onde o "fingir" é um jogo suave de palavras...

Bjs.

Úrsula Avner disse...

Olá querida autora,

por isso o Pessoa escreveu que o poeta é um grande fingidor... Mas nem sempre, eu diria. Ás vezes escrevo o que de fato sinto e penso, entremeado ou não de ficção e ás vezes, é pura fantasia... Somos um ser em mutação, onde tudo se mescla e gera complexidade e não se pode decifrar o que é complexo... Bj,

Úrsula

lupuscanissignatus disse...

quem escreve com alma

nunca mente



*uma óptima
semana*