parece-me uma tarefa
impossível
impossível
encontrar a coerência
de um corpo para dar às palavras
que guardo na alma.
Tenho-as todas enclausuradas
em gaiolas
Como pássaros, outrora livres.
Curiosamente,
quem sucumbe à dor do silêncio
não são elas. Sou eu!
Deixo escorrer a noite
pela melancolia das mãos
Tão sós, tão incapazes…
de um corpo para dar às palavras
que guardo na alma.
Tenho-as todas enclausuradas
em gaiolas
Como pássaros, outrora livres.
Curiosamente,
quem sucumbe à dor do silêncio
não são elas. Sou eu!
Deixo escorrer a noite
pela melancolia das mãos
Tão sós, tão incapazes…

33 comentários:
[soltem-se as amarras, finos arames dentro desse céu finito ao poeta, impossível ao poeta, improvável como a gaiola que o corpo esconde... as mãos? as mãos soltam-se, tomam em si as amarras e transformam-nas em ventos de palha]
um imenso abraço,
Leonardo B.
poema tão bonito, lembrou-me Neruda quando ele fala "e te pareces com a palavra melancolia",
beijo
Lídia... um encanto tudo por aqui... a sua poesia, o comentário do Leonardo e a música.
Vir aqui é um alento pra alma. Obrigada.
E que as amarras se soltem da alma...
Beijos ternos e um ótimo domingo.
belo poema!
abs
Lídia
Sente-se algo
de melancólico
de nostálgico...
Ou de amargura?
Enfim,
Poesia sentida
Vivida?
Embora importe,
Que importa?
Um beijo
António
LÍdia
palavra prisioneiras que quando ganham o ar num vôo alto enchem o nosso coração de poesia.
mes abraços
Palavras-tuas
se guardam, se escondem
esperando a hora certa
a cena perfeita
e atuar...
Lindo poema, Lídia!
Beijos, Moni
Adoro esse quadro, me encanta o quanto ele me transmite angustia e desatino e conseguistes fazer um poema perfeito para ele. Não soubesse eu, quem veio primeiro, poderia me enganar completamente.
beijos
Precioso poema!!!
un abrazo
então "eu" sucumbo à dor do silêncio.
bem bonito...
Es un poema magnifico..
Siempre es bello leerte..
Un abrazo
Saludos fraternos..
Mesmo nas gaiolas, os pássaros cantam. Talvez seja quando mais precisam cantar. E um canto feliz, para alegrar a liberdade limitada, mas existente no fundo da alma.
Um beijo.
Nossos pássaros interiores se rebelam e fazem do poema o canto e o vôo. Também me fez lembrar Neruda, pela força e pelo desalento. beijoos.
Lídia, sublime este seu poema.
Mas mesmo na gaiola o canto silencioso dos pássaros fazem-se ouvir.
Beijinhos
Boa semana
Tão profundos sentimentos... Também trago em mim palavras caladas, sem caminhos para se abrirem para o mundo... Creio que cada um de nós, em algum momento da vida, teve que calar um grito, um sussurro, uma palavra que nos engasgava...
Lindo seus versos, Lídia. Lindos...
Beijos
Palavras da alma..que coisa linda..isso vale a pena ser agora!!
Um beijo Lídia, lindo poema!
Ju
*
um belo poema
,
calo a mágoa,
na dor da nostalgia !
,
um mar de luz, deixo,
,
*
muito ogrigado pela sua visita y pelo seu comentario que agradeco muito...
Saludos
Abracos
Bom final de semana
Permiso pra le seguir seu blog .... y convido a vc me visitar pois vc ja e benmvinda a meu ceu...
SAludos
Podem-se dizer palavras em silêncio.
Só nós as deciframos!
beijocas
Se até as mãos sentem-se solitárias, imagino o imenso vácuo que existe dentro da personagem... O Silêncio, em si, não é maléfico, mas quando a ausência do outro nos cala, aí precisamos rever nossos conceitos. Lindo Lídia! Um beijo, Deia
Lindo. Um dia as palavras retomam a liberdade e farão a você. Adorei!
Beijos
Há todo um mundo em convulsão dentro de nós que não se compadece com as nossas amarradas convenções... até ao dia em que se libertem as palavras das gaiolas.
Beijo :)
Olá
Belo e melancólico poema.
Lendo-o senti o Outono...
Bjs.
... um dia, quando menos esperamos ei-las, as palavras, voando libertas da clausura quem sem querer lhe impusémos. No caso concreto, a simbologia não é de modo algum negativa: é um pássaro-pausa. Sem asas cortadas.
Há que libertar os pássaros e as palavras...
Abraço
Pelo contrário, nada incapazes!
Lindo o poema...
Abraço
depois da noite cair
solto as mãos
antes pássaros
agora sós
num tão belo poema, o seu
um abraço
manuela
Deixo escorrer a noite
pela melancolia das mãos
Tão sós, tão incapazes…
E foi atraves da melancolia das tuas mãos...nasceu a escrita deste lindo poema
Beijo d'anjo
Boa noite Lídia,
É tão estranho, quando sentimos as mãos incapazes.
Lindo o seu poema!
Beijinhos,
Ana Martins
Ave Sem Asas
"escorrer a noite pela melancolia das mãos"
Encontrei-me perfeitamente em seus versos. Moça, adoro ler-te, não canso de dizer!
Beijos.
tudo belo esse poema, cada palavra uma cor, cada estrofe uma nuance, cada verso uma obra...Lindo , fiquei realmente emocionado!! como falou Mona liza no coment acima ..cores de outono ou de um inverno suave!! obrigado!!
Um belissimo poema que nos faz refletir,,porque as vezes nos sentimos tão presos,,,tão confinados até em palavras....beijos de otima semana pra ti.
Muito bonito
Beijo
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