quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Havia música


Havia música e a neblina cinza e fria
a deambular nas ruas
das noites junto ao mar.
Havia a luz branda inclinada sobre os passeios
e um sopro de anjos nas costas da razão.
Esperavas-me.
O tempo tinha então muito tempo
Leve como asas, borboleta, ilusão
Havia o calor do teu corpo
e as palavras sussurradas
aos ouvidos da noite.
Havia um verão guardado
na algibeira da eternidade
que nos parecia deveras eterna…

30 comentários:

ANGELICA LINS disse...

Que bom que vim aqui hoje, para que esse "verão guardado na algibeira " me aquecesse.

Belíssimo Lídia.
Grata
Beijo

Teté M. Jorge disse...

"...um sopro de anjos nas costas da razão."

Genial!

Beijos.

Anna disse...

Lídia querida, um poema belíssimo inspirado talvez no meu mar, na minha cidade... Perdoa-me o egoísmo :) Adorei!

Beijos e muita saudade

Unknown disse...

na algibeira ou no alforje rebrilham o tempo, a música e todo esse eterno que se dissipa nos olhos,


abraço

Fogo e Noite disse...

Recordações guardadas nas gavetas do tempo...que nós e o tempo não deixamos passar...
Gostei!!!
Beijo ;)

Ricardo Valente disse...

Saudosismo... belo momento, lindo poema!
Beijo

angela disse...

Que bom e que saudades dá desse verão guardado.
Bonito, sempre lindos seus versos.
beijos

aapayés disse...

Genial poema,

Es bello acercarse a tu blog y disfrutar de tus post..

Un abrazo
Con mi
Saludos fraternos....

Unknown disse...

Mais um canto de palavras musicais que nos levam a sonhar junto ao mar num dia ao entardecer.
Sonhos guardados na gaveta do tempo..........

Anónimo disse...

Quando há música, somos todos ouvidos (da noite).

Lindo isso =)

Beijos!

AC disse...

"Havia um verão guardado
na algibeira da eternidade"

Lídia, só por estes dois versos já valeria a pena o poema. Mas tem muito mais.

Beijo :)

MariaIvone disse...

Na algibeira da eternidade guardam-se tantas coisas!
Bonita a forma como nos apresenta um pouco daquilo que guardou.

Bjs
MariaIvone

manuela baptista disse...

Lídia

dos ouvidos da noite
falamos de mar

e da eternidade de um tempo

e não há bolso
que o possa guardar!

mas o seu poema tem a musicalidade perfeita
da neblina e da espera
a cantar

um beijo

manuela

Anónimo disse...

Lembranças! Sempre doce e as vezes fantaciosas, impulsionadas pelo saudosismo. Foi este saudosismo, de forma doce, que seu lindo poema causou em mim. Adorei.

Beijos!

Luciano Azevedo disse...

Lídia,
agradeço a visita. Em seu blog, a experiência do som e da palavra produzem a sensação de agradável moradia. Difícil querer sair...
"um sopro de anjos nas costas da razão": belíssimas imagens.
bjo

Mª João C.Martins disse...

Tudo o que houve permanece e, dia a dia, se acrescenta. Tudo é breve, mas tudo é tanto naquilo que se transforma. Basta olhar o céu e esperar pela noite, para ouvir a nova orquestação das estrelas. Dentro de nós ecoará sempre a melhor e mais harmoniosa melodia.

É tão bonita a tua escrita, Lídia. Também ela, muito proximo de mim.

Um beijinho muito grande

Licínia Quitério disse...

Belo poema ao amor eternamente guardado numa algibeira que só nós sabemos.

Beijinho.

A.S. disse...

Lidia...

Havia... e ainda há, talvez, um Verão guardado na TUA algibeira. Porque nada é eterno!


BjO´ss
AL

Jaime A. disse...

Adorei este "passeio" em jeito de sensibilidade e vida e inteligência.
Parabéns!

P. P. disse...

Havia amor e... alimento para a alma!

Rosa dos Ventos disse...

Há sempre um Verão destes no coração de alguém mas tu sabes dizê-lo tão bem!

Abraço

Luas disse...

Lindo!
_Um beijo querida, LB

Rogério G.V. Pereira disse...

REPLICA

Há o calor do teu poema
e as palavras sussurradas
aos meus ouvidos esta noite.
Guarda-los-ei como um verão marcado
na minha outra algibeira da memória
que irão parer deveras eternos…

(foi belo o seu PASSEIO, desculpe te-lo guardado assim)

Maria Rodrigues disse...

Amiga, uma fotografia linda para um poema mágico, cheio de ternura e de amor. Como sempre, excelente!
Tenha um excelente fim-de-semana, cheio de paz, alegria, saúde e amor.
"Felicidade é saber aproveitar todos os momentos como se fossem os últimos." (Léa Waider)
Bjs do tamanho do infinito
Maria

poetaeusou . . . disse...

*
Post maravilhoso,
,
havia verão, na musica
que deambulava, junto ao mar !
,
serenas vagas,
,
deixo,
,
*

Luna disse...

Sempre há algo que fica para recordar por toda a eternidade
Bj

JB disse...

Lídia,

Fiquei "amarrada" ao tempo do seu intemporal poema!
Como gostei das "palavras sussurradas" aos meus ouvidos, e que ouvi da música que se respira no coração do seu poema!

Gostei mesmo muito, Lídia!
Obrigada por ter visitado o meu cantinho.

Beijinho

GizeldaNog disse...

Lídia...

Encantei-me com seu blog.Transpira sensibilidade em todas as linhas.

"O tempo tinha então muito tempo
Leve como asas, borboleta" ... esse é tempo que todos procuramos.

Gostei tanto que fiquei.

Beijo.

Obrigada pela visita ao Desassossego.

Maria P. disse...

Que belo poema.

beijinho*

Cris de Souza disse...

Há algo elevado, que me leva nessa vibração...