
Havia música e a neblina cinza e fria
a deambular nas ruas
das noites junto ao mar.
Havia a luz branda inclinada sobre os passeios
e um sopro de anjos nas costas da razão.
Esperavas-me.
O tempo tinha então muito tempo
Leve como asas, borboleta, ilusão
Havia o calor do teu corpo
e as palavras sussurradas
aos ouvidos da noite.
Havia um verão guardado
na algibeira da eternidade
que nos parecia deveras eterna…
30 comentários:
Que bom que vim aqui hoje, para que esse "verão guardado na algibeira " me aquecesse.
Belíssimo Lídia.
Grata
Beijo
"...um sopro de anjos nas costas da razão."
Genial!
Beijos.
Lídia querida, um poema belíssimo inspirado talvez no meu mar, na minha cidade... Perdoa-me o egoísmo :) Adorei!
Beijos e muita saudade
na algibeira ou no alforje rebrilham o tempo, a música e todo esse eterno que se dissipa nos olhos,
abraço
Recordações guardadas nas gavetas do tempo...que nós e o tempo não deixamos passar...
Gostei!!!
Beijo ;)
Saudosismo... belo momento, lindo poema!
Beijo
Que bom e que saudades dá desse verão guardado.
Bonito, sempre lindos seus versos.
beijos
Genial poema,
Es bello acercarse a tu blog y disfrutar de tus post..
Un abrazo
Con mi
Saludos fraternos....
Mais um canto de palavras musicais que nos levam a sonhar junto ao mar num dia ao entardecer.
Sonhos guardados na gaveta do tempo..........
Quando há música, somos todos ouvidos (da noite).
Lindo isso =)
Beijos!
"Havia um verão guardado
na algibeira da eternidade"
Lídia, só por estes dois versos já valeria a pena o poema. Mas tem muito mais.
Beijo :)
Na algibeira da eternidade guardam-se tantas coisas!
Bonita a forma como nos apresenta um pouco daquilo que guardou.
Bjs
MariaIvone
Lídia
dos ouvidos da noite
falamos de mar
e da eternidade de um tempo
e não há bolso
que o possa guardar!
mas o seu poema tem a musicalidade perfeita
da neblina e da espera
a cantar
um beijo
manuela
Lembranças! Sempre doce e as vezes fantaciosas, impulsionadas pelo saudosismo. Foi este saudosismo, de forma doce, que seu lindo poema causou em mim. Adorei.
Beijos!
Lídia,
agradeço a visita. Em seu blog, a experiência do som e da palavra produzem a sensação de agradável moradia. Difícil querer sair...
"um sopro de anjos nas costas da razão": belíssimas imagens.
bjo
Tudo o que houve permanece e, dia a dia, se acrescenta. Tudo é breve, mas tudo é tanto naquilo que se transforma. Basta olhar o céu e esperar pela noite, para ouvir a nova orquestação das estrelas. Dentro de nós ecoará sempre a melhor e mais harmoniosa melodia.
É tão bonita a tua escrita, Lídia. Também ela, muito proximo de mim.
Um beijinho muito grande
Belo poema ao amor eternamente guardado numa algibeira que só nós sabemos.
Beijinho.
Lidia...
Havia... e ainda há, talvez, um Verão guardado na TUA algibeira. Porque nada é eterno!
BjO´ss
AL
Adorei este "passeio" em jeito de sensibilidade e vida e inteligência.
Parabéns!
Havia amor e... alimento para a alma!
Há sempre um Verão destes no coração de alguém mas tu sabes dizê-lo tão bem!
Abraço
Lindo!
_Um beijo querida, LB
REPLICA
Há o calor do teu poema
e as palavras sussurradas
aos meus ouvidos esta noite.
Guarda-los-ei como um verão marcado
na minha outra algibeira da memória
que irão parer deveras eternos…
(foi belo o seu PASSEIO, desculpe te-lo guardado assim)
Amiga, uma fotografia linda para um poema mágico, cheio de ternura e de amor. Como sempre, excelente!
Tenha um excelente fim-de-semana, cheio de paz, alegria, saúde e amor.
"Felicidade é saber aproveitar todos os momentos como se fossem os últimos." (Léa Waider)
Bjs do tamanho do infinito
Maria
*
Post maravilhoso,
,
havia verão, na musica
que deambulava, junto ao mar !
,
serenas vagas,
,
deixo,
,
*
Sempre há algo que fica para recordar por toda a eternidade
Bj
Lídia,
Fiquei "amarrada" ao tempo do seu intemporal poema!
Como gostei das "palavras sussurradas" aos meus ouvidos, e que ouvi da música que se respira no coração do seu poema!
Gostei mesmo muito, Lídia!
Obrigada por ter visitado o meu cantinho.
Beijinho
Lídia...
Encantei-me com seu blog.Transpira sensibilidade em todas as linhas.
"O tempo tinha então muito tempo
Leve como asas, borboleta" ... esse é tempo que todos procuramos.
Gostei tanto que fiquei.
Beijo.
Obrigada pela visita ao Desassossego.
Que belo poema.
beijinho*
Há algo elevado, que me leva nessa vibração...
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