
Para que o coração se dê à distância
Falta-te só um pedaço de silêncio
No rumor lento da solidão.
Não deixes que se cale a música
Na raiz dos sonhos
Não seja ela ausência vã
A dilacerar
O solfejo das aves
E os acordes dos regatos
A disseminar
O pó luzente das estrelas
Sob os pés de um tempo cego.
Vê como florescem as mãos
Assim abertas ao sol da manhã
Como as folhas verdejam
A partir dos dedos enlevados.
As mãos ainda não sabem
Da morte da Primavera
Solidário
O sol insiste em lhes sorrir.
No rumor lento da solidão.
Não deixes que se cale a música
Na raiz dos sonhos
Não seja ela ausência vã
A dilacerar
O solfejo das aves
E os acordes dos regatos
A disseminar
O pó luzente das estrelas
Sob os pés de um tempo cego.
Vê como florescem as mãos
Assim abertas ao sol da manhã
Como as folhas verdejam
A partir dos dedos enlevados.
As mãos ainda não sabem
Da morte da Primavera
Solidário
O sol insiste em lhes sorrir.
27 comentários:
A sua poesia é especial! Você escreve com mãos sonhadoras!
Que linda imagem! Adoro...
Beijos, querida!
As mãos que manufaturam a beleza desse poema à partir do pó luzente da esperança.
Abraços.
Minha querida
benditas mãos que teceram este belo poema, adorei.
beijinhos
Sonhadora
Há melodias inspiradas no teu poema...e os sonhos abrem-se apressados...enquanto é tempo e a Primavera não parte... e recolhem triunfantes, todas as grinaldas de flores.
Beijo
Graça
Tenho para mim que, enquanto houver quem cante desta forma, a música não se calará.
Beijo :)
Olá minha cara autora,
belíssimo poema de onde flui um lirismo intenso em versos encantadores. Bom estar aqui ! Bjs.
Quantos sonhos se abrem nas mãos das madrugadas de primaveras esquecidas.
Lindos os seus poemas que nos deixam a sonhar um pouco mais.
fiquei encantada com suas palavras ^^
muito lindo seu cantinho =]
bj
A sua poesia, como o sol, insiste em sorrir.
Beijos.
as mãos não sabem
porque enlevadas são
a própria Primavera
se assim não fosse
como desenhariam este seu poema?
um beijo
manuela
É caso para dizer, Não te deixarei morrer, Primavera.
Beijinhos
Boa semana
Lídia,
A Primavera não morre, ela apenas dorme por algumas estações ao embalo das canções entoadas pelas aves.
Beijos!
Alcides
gostei!
"Falta-te só um pedaço de silêncio
No rumor lento da solidão"
muito bom!
abs
Largar a solidão,apagar a desesperança
inventar um novo reino...
"Vê como florescem as mãos
Assim abertas ao sol da manhã
Como as folhas verdejam
A partir dos dedos enlevados".
Tão lindo!
Um beijo
Não deixes que se cale a música
Na raiz dos sonhos
Não seja ela ausência vã
A dilacerar
O solfejo das aves
E os acordes dos regatos
A disseminar
O pó luzente das estrelas
Sob os pés de um tempo cego.
Belíssimo poema, profundo e dotado de muita sensibilidade.
Beijos e ótima semana pra ti.
Furtado.
simplesmente maravilhoso!!
bjs
Quanto lirismo, quanta beleza! A natureza canta aqui contigo. =)
Beijos.
Lídia, desculpa, hoje vou entrar nos lugares comuns, para dizer-te o quanto adoro a tua poesia... ela diz-me tanto!
É bom as mãos não saberem da morte da Primavera, apenas sentirem [...sempre] o beijo do sol.
Beijo de muito carinho, querida Lídia.
Carlos
Parabéns, muito lindo, Lídia!
Lídia, seu poema solar acolhe o momento das flores.
Um beijo. Jefferson.
Amei, que sinergia! Senti o efêmero!
Que beleza de poema! É por isso que ler-te é um prazer que não sei dizer.
Beijo e boa semana, querida Lídia.
Que lindos versos Lídia,
na distância tudo se torna gigante não é, a saudade, a solidão!
Um beijo, belas palavras!
Ju
Uma poesia feita de encanto!
Bjs
Das mãos florescem gestos. A recusa de todos os tempos cegos.
Como é bom receber o sol e guardá-lo por entre os dedos. Vê-lo aqui, solto neste poema, é puro privilégio.
Um beijinho enorme e a minha gratidão, também ela imensa!
E ainda bem que o sol, no seu acto de solidariedade, insiste em lhes sorrir. Assim será sempre Primavera.
Gosto de ler o que escreve.
Beijos
MariaIvone
Mãos estendidas, ao teu encanto.
Beijos!
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