sábado, 21 de agosto de 2010

Mãos


Para que o coração se dê à distância
Falta-te só um pedaço de silêncio
No rumor lento da solidão.

Não deixes que se cale a música
Na raiz dos sonhos
Não seja ela ausência vã
A dilacerar
O solfejo das aves
E os acordes dos regatos
A disseminar
O pó luzente das estrelas
Sob os pés de um tempo cego.

Vê como florescem as mãos
Assim abertas ao sol da manhã
Como as folhas verdejam
A partir dos dedos enlevados.

As mãos ainda não sabem
Da morte da Primavera

Solidário
O sol insiste em lhes sorrir.

27 comentários:

Teté M. Jorge disse...

A sua poesia é especial! Você escreve com mãos sonhadoras!

Que linda imagem! Adoro...

Beijos, querida!

Marcantonio disse...

As mãos que manufaturam a beleza desse poema à partir do pó luzente da esperança.

Abraços.

Sonhadora (Rosa Maria) disse...

Minha querida
benditas mãos que teceram este belo poema, adorei.

beijinhos
Sonhadora

Graça Pereira disse...

Há melodias inspiradas no teu poema...e os sonhos abrem-se apressados...enquanto é tempo e a Primavera não parte... e recolhem triunfantes, todas as grinaldas de flores.
Beijo
Graça

AC disse...

Tenho para mim que, enquanto houver quem cante desta forma, a música não se calará.

Beijo :)

Úrsula Avner disse...

Olá minha cara autora,

belíssimo poema de onde flui um lirismo intenso em versos encantadores. Bom estar aqui ! Bjs.

Unknown disse...

Quantos sonhos se abrem nas mãos das madrugadas de primaveras esquecidas.
Lindos os seus poemas que nos deixam a sonhar um pouco mais.

Ever disse...

fiquei encantada com suas palavras ^^
muito lindo seu cantinho =]
bj

José Carlos Brandão disse...

A sua poesia, como o sol, insiste em sorrir.
Beijos.

manuela baptista disse...

as mãos não sabem

porque enlevadas são
a própria Primavera

se assim não fosse
como desenhariam este seu poema?

um beijo

manuela

Carmo disse...

É caso para dizer, Não te deixarei morrer, Primavera.
Beijinhos
Boa semana

A Palavra Mágica disse...

Lídia,

A Primavera não morre, ela apenas dorme por algumas estações ao embalo das canções entoadas pelas aves.

Beijos!
Alcides

José Doutel Coroado disse...

gostei!
"Falta-te só um pedaço de silêncio
No rumor lento da solidão"
muito bom!
abs

Anónimo disse...

Largar a solidão,apagar a desesperança
inventar um novo reino...
"Vê como florescem as mãos
Assim abertas ao sol da manhã
Como as folhas verdejam
A partir dos dedos enlevados".

Tão lindo!

Um beijo

Rosemildo Sales Furtado disse...

Não deixes que se cale a música
Na raiz dos sonhos
Não seja ela ausência vã
A dilacerar
O solfejo das aves
E os acordes dos regatos
A disseminar
O pó luzente das estrelas
Sob os pés de um tempo cego.

Belíssimo poema, profundo e dotado de muita sensibilidade.

Beijos e ótima semana pra ti.

Furtado.

Luiza Maciel Nogueira disse...

simplesmente maravilhoso!!

bjs

Anónimo disse...

Quanto lirismo, quanta beleza! A natureza canta aqui contigo. =)

Beijos.

Carlos Gonçalves disse...

Lídia, desculpa, hoje vou entrar nos lugares comuns, para dizer-te o quanto adoro a tua poesia... ela diz-me tanto!
É bom as mãos não saberem da morte da Primavera, apenas sentirem [...sempre] o beijo do sol.
Beijo de muito carinho, querida Lídia.
Carlos

Ricardo Valente disse...

Parabéns, muito lindo, Lídia!

Jefferson Bessa disse...

Lídia, seu poema solar acolhe o momento das flores.
Um beijo. Jefferson.

Anónimo disse...

Amei, que sinergia! Senti o efêmero!

Graça disse...

Que beleza de poema! É por isso que ler-te é um prazer que não sei dizer.

Beijo e boa semana, querida Lídia.

Juliana Matos. disse...

Que lindos versos Lídia,
na distância tudo se torna gigante não é, a saudade, a solidão!
Um beijo, belas palavras!
Ju

Lilá(s) disse...

Uma poesia feita de encanto!
Bjs

Mª João C.Martins disse...

Das mãos florescem gestos. A recusa de todos os tempos cegos.
Como é bom receber o sol e guardá-lo por entre os dedos. Vê-lo aqui, solto neste poema, é puro privilégio.

Um beijinho enorme e a minha gratidão, também ela imensa!

MariaIvone disse...

E ainda bem que o sol, no seu acto de solidariedade, insiste em lhes sorrir. Assim será sempre Primavera.
Gosto de ler o que escreve.

Beijos
MariaIvone

Cris de Souza disse...

Mãos estendidas, ao teu encanto.

Beijos!