
De repente, um sobressalto da folhagem fez-me levantar os olhos do livro. Esperei observando o local donde o ruído viera.
De novo, as folhas estrebucharam e um melro veio pousar, descaradamente, num ramo da pereira sob a qual eu lia e, mesmo ali, alheio à minha presença, deliciou-se com bicadas sucessivas numa pêra madura e suculenta. Por uma ou outra vez espreitou-me atento mas nunca chegou a considerar-me uma ameaça, pois que prosseguiu no seu apreciável repasto lento e guloso como se tivesse sido convidado.
- Bom apetite! – Limitei-me a desejar.
De novo, as folhas estrebucharam e um melro veio pousar, descaradamente, num ramo da pereira sob a qual eu lia e, mesmo ali, alheio à minha presença, deliciou-se com bicadas sucessivas numa pêra madura e suculenta. Por uma ou outra vez espreitou-me atento mas nunca chegou a considerar-me uma ameaça, pois que prosseguiu no seu apreciável repasto lento e guloso como se tivesse sido convidado.
- Bom apetite! – Limitei-me a desejar.
26 comentários:
Ai, Lídia, uma pereira? Jura?! Meu sonho de consumo, sendo uma pessoa urbana e nada familiarizada com as delícias do campo, é comer uma pera tirada, madurinha, do pé! Uma pera portuguesa então, seria um pedacinho do paraíso na Terra (sem a cobra de Adão e Eva, faz favor! rsrs) Beijos, Deia.
.
. e até estaria, provavel.mente mais do que convidado . na mais apelativa aguarela de que o verão é moldura .
. paulo .
.
hum que vontade de uma pera! :)
bjs
Boa noite
Um quadro poético bonito e interessante.
Aqui no Quintal tive de apanhar as pêras de Julho ainda verdes porque eles bicavam-nas todas. Tenho andado a guardar a pêra rocha e devo dizer-lhe que ainda não a descobriram. Na próxima semana já as vou colher.
As pegas são as que mais atacam. Quando já não há fruta vão comer as nozes ainda verdes.
adoro seu estilo. bjs
Tão breve este momento de serenidade e tão capaz de povoar a imaginação de verdes, de cantos, de tardes frescas e de livros no colo enquanto a vida passa ligeira e bela por nós.
Obrigada por isto.
Um beijo
Uma delícia de escrito! Um encanto... e as peras então... saborosas!
Beijos.
Nessa escrita consegues transmitir douçura em forma de poesia... Que delicia o sabor da pera!
Parabéns.. sou sua mais recente seguidora, estarei visitando seu blog com muito carinho...
Preciosa Maria
Uma descrição poética de um encontro em que a o natural predomina.
beijos
Bela cena de verão! Vê-la é a própria poesia. Abraços. Jefferson.
Interessante...o desejo como limite.
Sensual.
Com um sabor de vida..humm
Um beijo Lídia
JU
Temos que convir que...por entre a folhagem verde..as peras maduras eram uma nota de cor...que enchia os olhos e...convidavam ao repasto...
Cena bucólica de uma vida sã...onde uma pequena pausa de Verão...se torna num arrimo para futuras jornadas.
Beijo
Graça
Pêra rocha
Bj
Os melros ao uns descarados...
Desde Junqueiro...
Beijoca
Nunca perdemos por sermos educados.
Cadinho RoCo
*
a Crise
já chegou aos Melros ?
não acredito . . .
é que eu, continuo a ver,
por aí, cada Melro !
ai ai,
,
conchinhas deixo,
,
*
Lídia, querida...
Adorei!
Beijos,
Patrícia Lara
os melros são atrevidos
vivem em saltinhos loucos
escorregam nas folhas das palmeiras
são os reis dos telhados
e das pereiras
e são exactamente assim como os pintou!
um abraço
Manuela
Amiga, uma delicia de texto e de fotografia.
Bom fim de semana
Bjs do tamanho do infinito
Maria
O melro sabe, como nós sabemos, que a fruta verde não tem sabôr!
Beijo de muito afecto, Lidia.
Carlos
Adoro seus poemas
Bom final de semana
=D
Que interessante relato! Até fiquei com vontade de comer essa pera.
Também gosto da música que toca aqui. Linda!
Beijinhos e um ótimo fim de semana.
Ceiça
Lídia
Momentos de verão imperdíveis!
A leitura na sombra de uma árvore de fruto...
O fruto maduro a convidar o melro...
O melro curioso e guloso...
O olhar atento a sorver com o coração, tudo isto!
Um beijinho e o desejo de um excelente verão.
A harmonia das coisas...
Beijo :)
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