sábado, 20 de novembro de 2010


Desarrumam-se-me as palavras na simplicidade de olhar as árvores e sentir por elas o desalento da saudade.

41 comentários:

nydia bonetti disse...

Algumas paisagens fazem isso conosco - calam fundo - especialmente as mais singelas. um beijo, Lidia.

João A. Quadrado disse...

[tal como a árvore feita braço em vento, já a palavra quando nasce tem raiz profunda]

Um imenso abraço,

Leonardo B.

Rogério G.V. Pereira disse...

Saudades?

Pediram-me que fosse árvore,
com olhos de implorar...
Não uma árvore qualquer,
mas com ramos de abraçar,
tronco forte
bem enraizado,
suavemente inclinado.

Aceitei e gostei.
Gostei que o vento me sussurrasse.
Uma ave em mim pousasse
escolhendo-me para seu ninho.
Gostei de me sentir enorme, gigante
dando conforto e sombra à caminhante
Gostei de me desnudar, perder folhagem
atapetando a paisagem
Gostei de sentir a seiva quente
percorrer-me como quando era gente...

Aí, senti saudade de voltar
e voltei, em festa...
Quem antes via apenas a árvore,
pode agora ver, através de mim, a floresta

Carmo disse...

Lídia, não há necessidade de palavras, já foram ditas pela Sophia, por si e bela imagem que escolheu.

Beijinhos e boa semana

Teté M. Jorge disse...

A simplicidade dos seus versos me encanta...

Bom domingo!

Beijos ternos.

Luna disse...

As saudades são como folhas que ao vento
beijinhos

José Doutel Coroado disse...

Cara Lídia,
bonito!
abs

Ana SSK disse...

Palavras desarrumadas também podem ser belas.

Jorge disse...

E cada folha que cai é um sonho que vai, é uma esperança perdida...
Bjis e um bom Domingo.
J

angela disse...

Simples e bonito
beijos

Ricardo Valente disse...

galhospoesia

tulipa disse...

Ai...saudade...saudade!!!

Palavras desarrumadas, juntam-se a pensamentos desarrumados e dá...uma grande confusão.
É assim que anda a minha cabeça!!!

No meu blog "Momentos Perfeitos" poderá ver fotos de Zagreb, na Croácia.

Bom Domingo.

poesia del cielo disse...

a natureca por ela mesma ja dicta hermosas palavras olhar elas ja e magica pra o sentir...

saludos
abracos
otima semana

Unknown disse...

desarrumadas mesmo assim procuram um rumo,


beijo

ítalo puccini disse...

é bom o que vem para nos desarrumar. é bom.

Graça disse...

E como se diz tanto, com tão poucas palavras.

Um beijo e bom domingo, Lídia.

Anónimo disse...

..."Um Amigo me chamou para
ajudá-lo a cuidar da dor dele.
Guardei a minha no bolso...
E fui!"...

Caio Fernando Abreu

Feliz Domingo e beijos meus! M@ria

Állyssen disse...

Lídia, querida... a delícia serena das árvores soprou em mim com suas palavras proferidas.

Beijos da Álly.

José Carlos Brandão disse...

Mas reordenam-se, mais puras, em forma de poema, o poema essencial que nem sabíamos.
Um beijo.

Ana Echabe disse...

Puramente sinto...
Horizonte se expande
expand...
Bjs e um domingo em SolM a vc.

Carlos Gonçalves disse...

Lídia, não me fales do Outono, de árvores nuas, de folhas caídas, de entardeceres... Fala-me antes da Primavera, de árvores a vestirem-se, de campos de flores, de amanheceres...
Beijo, querida Lidia.
Calos

Rosa dos Ventos disse...

As folhas voltarão...outras como nós estaremos outros!

Unknown disse...

Se revelares os teus segredos ao vento, não o culpes por os revelar às árvores ...

Beijinho.

FlorAlpina disse...

Que arrumação de sentidos, nas palavras desarrumadas!

Bjs dos Alpes

AC disse...

Lídia,
E o segredo está no sentir...

Beijo :)

lis disse...

OI Lídia
Apesar de tudo é preciso esperar todas as palavras mesmo assim dessarrumadas.É preciso nao ter pressa pra entende-las.
abraços
boa semana

sonho disse...

Cada folha que cai...é uma saudade que fica...
Beijo d'anjo

JB disse...

Que venha uma brisa e docemente arrume cada palavra no seu lugar levando a saudade e deixando simplesmente o sentir...

Beijinho

Mona Lisa disse...

Olá Lídia

As árvores são como nós...cada ano é uma folha que cai, trazendo a saudade...

Bjs.

Paula Barros disse...

A saudade nos desfolha.

beijo

MariaIvone disse...

As suas palavras, ainda que desarrumadas,sempre nos transmitem grande tranquilidade.
A imagem escolhida reforça esse efeito.

Beijos

Anónimo disse...

O sentir é isso mesmo, desarrumar as palavras, idéias, apenas centrar a energia que consome e fa do momento único.
Beijos

Virgínia do Carmo disse...

Às vezes precisamos que tudo nos seja caos para que a ordem (re)aconteça...

Bjos

Luciano Azevedo disse...

Palavras desarrumadas... Como na vida, o caos é sempre condição necessária ao estabelecimento do cosmos, da ordem. Encantadoras palavras... Bjo

Mª João C.Martins disse...

Na simplicidade de tudo o que é belo, há tanto para sentir que, apenas o silêncio sabe como franquear à alma a totalidade dos sentidos.

Disseste-o, Lídia...
Como poucos o conseguiriam fazer!

Um beijinho

Anónimo disse...

Afinal, Lídia, nesta seara de versos também se encontram jardins de prosa. Sim, porque os caminhos interiores levam-nos sempre à mesma estrada, a das palavras. Obrigado pela visita e pelo comentário.
Um beijo sentido

Val Cruz disse...

Oi linda! Passando para lhe desejar uma semana de amor e paz!

Beijos em seu coração!!!

fatimawines disse...

Olá,

Já nos conhecemos (virtualmente) de outras paragens.Porto Cego (!) e, eu Adri me confesso.
Parabéns, por eleger a simplicidade à categoria de mestre.Ser poeta/poetisa é ser diferente para melhor.
cupts, ao António e um bem haja para sí.

alma disse...

Fui ao Fatimawine e deparei-me com o seu blog e pelo que me foi dado ver, talvez nos tenhamos encontrado noutro espaço.

Abri este recanto e fiquei sem palavras. Como tão pouco nos pode absorver desta maneira.

Fico fã.

bj

Bergilde disse...

Dizem que na simplicidade das coisas está a essência delas,assim, contemplando a natureza nos seus mínimos detalhes pode-se atingir essa essencialidade da vida.Lindos versos sempre aqui!

Branca disse...

Há sentimentos difíceis de definir, que só fazem sentido no silência da contemplação.

Desculpa alguma ausência, que tem acontecido um pouco por todos os lados, motivos de grandes mudanças e algum cansaço.
Aos poucos vou retomando o ritmo normal.

Beijinhos, Lídia e até breve.
Branca