Pediram-me que fosse árvore, com olhos de implorar... Não uma árvore qualquer, mas com ramos de abraçar, tronco forte bem enraizado, suavemente inclinado.
Aceitei e gostei. Gostei que o vento me sussurrasse. Uma ave em mim pousasse escolhendo-me para seu ninho. Gostei de me sentir enorme, gigante dando conforto e sombra à caminhante Gostei de me desnudar, perder folhagem atapetando a paisagem Gostei de sentir a seiva quente percorrer-me como quando era gente...
Aí, senti saudade de voltar e voltei, em festa... Quem antes via apenas a árvore, pode agora ver, através de mim, a floresta
Lídia, não me fales do Outono, de árvores nuas, de folhas caídas, de entardeceres... Fala-me antes da Primavera, de árvores a vestirem-se, de campos de flores, de amanheceres... Beijo, querida Lidia. Calos
Afinal, Lídia, nesta seara de versos também se encontram jardins de prosa. Sim, porque os caminhos interiores levam-nos sempre à mesma estrada, a das palavras. Obrigado pela visita e pelo comentário. Um beijo sentido
Já nos conhecemos (virtualmente) de outras paragens.Porto Cego (!) e, eu Adri me confesso. Parabéns, por eleger a simplicidade à categoria de mestre.Ser poeta/poetisa é ser diferente para melhor. cupts, ao António e um bem haja para sí.
Dizem que na simplicidade das coisas está a essência delas,assim, contemplando a natureza nos seus mínimos detalhes pode-se atingir essa essencialidade da vida.Lindos versos sempre aqui!
Há sentimentos difíceis de definir, que só fazem sentido no silência da contemplação.
Desculpa alguma ausência, que tem acontecido um pouco por todos os lados, motivos de grandes mudanças e algum cansaço. Aos poucos vou retomando o ritmo normal.
41 comentários:
Algumas paisagens fazem isso conosco - calam fundo - especialmente as mais singelas. um beijo, Lidia.
[tal como a árvore feita braço em vento, já a palavra quando nasce tem raiz profunda]
Um imenso abraço,
Leonardo B.
Saudades?
Pediram-me que fosse árvore,
com olhos de implorar...
Não uma árvore qualquer,
mas com ramos de abraçar,
tronco forte
bem enraizado,
suavemente inclinado.
Aceitei e gostei.
Gostei que o vento me sussurrasse.
Uma ave em mim pousasse
escolhendo-me para seu ninho.
Gostei de me sentir enorme, gigante
dando conforto e sombra à caminhante
Gostei de me desnudar, perder folhagem
atapetando a paisagem
Gostei de sentir a seiva quente
percorrer-me como quando era gente...
Aí, senti saudade de voltar
e voltei, em festa...
Quem antes via apenas a árvore,
pode agora ver, através de mim, a floresta
Lídia, não há necessidade de palavras, já foram ditas pela Sophia, por si e bela imagem que escolheu.
Beijinhos e boa semana
A simplicidade dos seus versos me encanta...
Bom domingo!
Beijos ternos.
As saudades são como folhas que ao vento
beijinhos
Cara Lídia,
bonito!
abs
Palavras desarrumadas também podem ser belas.
E cada folha que cai é um sonho que vai, é uma esperança perdida...
Bjis e um bom Domingo.
J
Simples e bonito
beijos
galhospoesia
Ai...saudade...saudade!!!
Palavras desarrumadas, juntam-se a pensamentos desarrumados e dá...uma grande confusão.
É assim que anda a minha cabeça!!!
No meu blog "Momentos Perfeitos" poderá ver fotos de Zagreb, na Croácia.
Bom Domingo.
a natureca por ela mesma ja dicta hermosas palavras olhar elas ja e magica pra o sentir...
saludos
abracos
otima semana
desarrumadas mesmo assim procuram um rumo,
beijo
é bom o que vem para nos desarrumar. é bom.
E como se diz tanto, com tão poucas palavras.
Um beijo e bom domingo, Lídia.
..."Um Amigo me chamou para
ajudá-lo a cuidar da dor dele.
Guardei a minha no bolso...
E fui!"...
Caio Fernando Abreu
Feliz Domingo e beijos meus! M@ria
Lídia, querida... a delícia serena das árvores soprou em mim com suas palavras proferidas.
Beijos da Álly.
Mas reordenam-se, mais puras, em forma de poema, o poema essencial que nem sabíamos.
Um beijo.
Puramente sinto...
Horizonte se expande
expand...
Bjs e um domingo em SolM a vc.
Lídia, não me fales do Outono, de árvores nuas, de folhas caídas, de entardeceres... Fala-me antes da Primavera, de árvores a vestirem-se, de campos de flores, de amanheceres...
Beijo, querida Lidia.
Calos
As folhas voltarão...outras como nós estaremos outros!
Se revelares os teus segredos ao vento, não o culpes por os revelar às árvores ...
Beijinho.
Que arrumação de sentidos, nas palavras desarrumadas!
Bjs dos Alpes
Lídia,
E o segredo está no sentir...
Beijo :)
OI Lídia
Apesar de tudo é preciso esperar todas as palavras mesmo assim dessarrumadas.É preciso nao ter pressa pra entende-las.
abraços
boa semana
Cada folha que cai...é uma saudade que fica...
Beijo d'anjo
Que venha uma brisa e docemente arrume cada palavra no seu lugar levando a saudade e deixando simplesmente o sentir...
Beijinho
Olá Lídia
As árvores são como nós...cada ano é uma folha que cai, trazendo a saudade...
Bjs.
A saudade nos desfolha.
beijo
As suas palavras, ainda que desarrumadas,sempre nos transmitem grande tranquilidade.
A imagem escolhida reforça esse efeito.
Beijos
O sentir é isso mesmo, desarrumar as palavras, idéias, apenas centrar a energia que consome e fa do momento único.
Beijos
Às vezes precisamos que tudo nos seja caos para que a ordem (re)aconteça...
Bjos
Palavras desarrumadas... Como na vida, o caos é sempre condição necessária ao estabelecimento do cosmos, da ordem. Encantadoras palavras... Bjo
Na simplicidade de tudo o que é belo, há tanto para sentir que, apenas o silêncio sabe como franquear à alma a totalidade dos sentidos.
Disseste-o, Lídia...
Como poucos o conseguiriam fazer!
Um beijinho
Afinal, Lídia, nesta seara de versos também se encontram jardins de prosa. Sim, porque os caminhos interiores levam-nos sempre à mesma estrada, a das palavras. Obrigado pela visita e pelo comentário.
Um beijo sentido
Oi linda! Passando para lhe desejar uma semana de amor e paz!
Beijos em seu coração!!!
Olá,
Já nos conhecemos (virtualmente) de outras paragens.Porto Cego (!) e, eu Adri me confesso.
Parabéns, por eleger a simplicidade à categoria de mestre.Ser poeta/poetisa é ser diferente para melhor.
cupts, ao António e um bem haja para sí.
Fui ao Fatimawine e deparei-me com o seu blog e pelo que me foi dado ver, talvez nos tenhamos encontrado noutro espaço.
Abri este recanto e fiquei sem palavras. Como tão pouco nos pode absorver desta maneira.
Fico fã.
bj
Dizem que na simplicidade das coisas está a essência delas,assim, contemplando a natureza nos seus mínimos detalhes pode-se atingir essa essencialidade da vida.Lindos versos sempre aqui!
Há sentimentos difíceis de definir, que só fazem sentido no silência da contemplação.
Desculpa alguma ausência, que tem acontecido um pouco por todos os lados, motivos de grandes mudanças e algum cansaço.
Aos poucos vou retomando o ritmo normal.
Beijinhos, Lídia e até breve.
Branca
Enviar um comentário