
Pudesse
compreender a pedra e a sua gramática,
toda a linguagem do silêncio
haveria de comover. Porque
na verdade
dela herdei fala e alento.
Pudesse
enunciar os verbos para compreender
as declinações dos afectos, seria
alcançar a sublime graça
dos imperfeitos
Ivo Machadoin
Antologia - Poemas Fora de Casa
(2006)
Antologia - Poemas Fora de Casa
(2006)
30 comentários:
Muito profundo este dizer Lídia. Obrigada pela partilha. Estava eu no post anterior a falar da contemplação no silêncio e aqui encontro de imediato e em simultâneo um poema belíssimo que tão bem o define - o espaço onde a poesia comove, ela que é feita de silêncios e palavras que mal os definem.
Beijinhos
Branca
Lídia,
parece que hoje os textos estão em sincronia.
A sensibilidade à flor da pele.
Aqui complementei minha leitura desta manhã.
Bendita 'graça dos imperfeitos'
E o bônus da trilha sonora me fisgou por completo.
grande abraço e um belo dia!
obrigada!
Ah.. taí! Gostei!
Uma graça esses imperfeitos!
Beijo carinhoso.
Olá amiga Lidia. Muito bom este poema.
Um grande abraço.
Belo poema Lídia!
Beijos...
AL
Querida Lídia
A 'sublime graça dos imperfeitos' faz-me comover a inspiração para a busca dessa meta.
Beijos em vc!
Álly
Lindíssimo!!! Desses poemas que a gente lê e relê e se encanta a cada leitura.
Bjs
Que graça, acabei de ler sobre o silêncio e esse poema me remete à linguagem do silêncio!
Magnífico!
Olá, Lídia!
Grato pelas visitas aos meus cantinhos.
Poema perfeito.
Os imperfeitos são indispensáveis. Sem eles, nunca poderíamos atingir os perfeitos.
Bjis
J
Minha querida
Adorei este poema...maravilhoso, é no silencio que o grito é mais profundo.
Beijinhos
Sonhadora
Belíssimo este poema, na procura da forma da palavra certa.
Beijinho,
Chris
aha... gostei disto:
"Pudesse
enunciar os verbos para compreender
as declinações dos afectos"
Lindo!
Não queria eu
compreender a pedra e a sua gramática
apenas seu frio e textura
o seu redondo de seixo
arremessado
atirando pela amargura
Fizeste mais uma excelente escolha.
Beijo, querida amiga.
Palavras ditas, porém as vees pouco compreendidas, o silêncio graça dos imperfeitos que comovem com pouco.
Abraços
.
. bel.íssimo e não conhecia .
.
. porque há silêncios res.guardados numa escala mayor, e aqui decifrados à Luz da razão que sinerge a realidade com a poesia .
.
. pudesse eu ser em mim todos os dias num só dia .
.
. há tanto que é proíbido conjugar todos os verbos .
.
. há tanto . no tento do tempo .
.
*
O Açoriano,
Ivo Machado, parabens !
,
Corrido o mar chega o silêncio.
A distância amarra,
e mergulho num sotaque de transterrado.
Aos vapores na correria entre dois mundos
entrego o lirismo da minha língua —
este sabor a enxofre dos
caranguejos das ilhas,
para que ela se dilua na
água de cobre do entardecer.
,
in-Ivo Machado,
,
conchinhas,
,
*
Muito bonito.
Nem sei o que toca mais: a música ou o poema? Os dois... e você!
Abraço
Tudo que precisamos é compreender, beijos de boa noite amiga.
Lídia
Tem uma música que diz;
"Quando saio sem regar violetas que plantei
A sede que causei me afogará ..."
que todas as imperfeições sejam assim , sensiveis ,
comoventes.
abraço
pudesse,
ah, pudesse.
que poema sensacional!
ótima tua postagem.
beijos.
Quantas gramáticas por conhecer, Quantos imperfeitos por descobir...
Bj
O silêncio...
O único eco onde encontramos a linguagem própria do nosso contorno e da nossa imperfeição!
Mais um enorme contributo teu para a divulgação do trabalho dos autores que, na sua imperfeição, alcançam a sublime graça.
Um beijinho Lídia e obrigada!!
Lindo!
Gostei.
É que eu sempre gostei da gramática das emoções...
Lidia,
há momentos que as palavras fruem de tal maneira, que expressar o que sentimos será pouco.
apenas o obrigada e ainda bem que existes.
bj
Simples e marcante. Adorei!
Bjs!!!
a sonoridade do poema é bastante envolvente
Senti o toque do poema!
É quanto me basta, além do mais está bem escrito...
bj António
Quem assim escreve,
é bom poeta.
Embora, penso,
nada dele tenha lido,
anteriormente.
Saudações poéticas
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