domingo, 9 de janeiro de 2011

Ilha


Se já não podes beber da estrofe o mel e da música, sobre a pele dos versos, as sílabas de água e fogo, se a claridade que evoco fere a substância do teu olhar… Que direi senão sombra? Que farei senão impor ao verbo a dor suprema do silêncio?

Não! Não consentirei na morte prematura do Poema. Serei ilha, talvez… Ilha no alvor da noite, onde a lua é feliz e se demora.

39 comentários:

Ester disse...

Magnífico e de extrema beleza!

Palavras refinadas,

poesia del cielo disse...

de verdadeiro ritmo poetico...nao consentirei a morte prematura do poema... bela verdade ela nunca a de se permitir morir... lindo

saludos
linda semana
abracos

A Palavra Mágica disse...

Lídia,

Às vezes é assim, a poesia precisa ser ilha para ser contemplada.

Beijos!
Alcides

Anónimo disse...

Impávida perante tanto esplendor!
Aplausos, poetisa.

Beijo.

Maria

Ana SSK disse...

Viva. Eternamente, se preciso.

Valquíria Calado disse...

Muito lindo, e como doi o danado do silencio, é o pior castigo a pergunta sem resposta... silenciada na omissão.

Abraços querida, felicidades neste ano.

Unknown disse...

E que dizer de uma ilha tão pessoal e íntima....?

...Gostaria de viver assim e ser essa ilha no alvor da noite, onde a lua se demora e é feliz....

OutrosEncantos disse...

Magnífico sim, sobretudo pelo que não está escrito!
Obrigada!
Beijo!

p.s. - furei o intervalo só para vir aqui...

Anónimo disse...

Lídia,

é assim uma mãe que ama seus filhos...

bj

deep disse...

Muito bonito, Lídia.

Bom domingo. :)

Pedro Gaivota disse...

Leva-me contigo para essa tua ilha.
Serei o teu "Sexta-feira" e ensinar-me-ás a vida que existe nos teus versos...

Beijinhos

Unknown disse...

Envolvida num mar de beleza,
Amei.

Beijinhos meus

Folhetim Cultural disse...

Olá queria parabenizar você pelo blog e pedir que visita se o meu simples blog: informativofolhetimcultural.blogspot.com será uma honra ter a visita tua lá. Espero que goste...
Ass: Magno Oliveira
Folhetim Cultural

Dilmar Gomes disse...

Querida amiga. O teu poema é lindo, lindo, lindo...

alma disse...

Lídia,

De repente lembrei-me de Ary e do seu Poeta Castrado.

O teu estilo, a teu modo de sentir a palavra, é de facto de me levantar e aplaudir.

bj

Mª Jose M. disse...

... momentos "uma espécie de céu, um pedaço de mar"
E o Poema que não morre mesmo se for ilha por algum momento.
Porque à ilha podem chegar barcos feitos de sons e palavras...

Um bom ano, cheio de bons momentos para Viver e também pleno de seus belos poemas

Beijinho, MJ

Maria P. disse...

Sublime!

Beijos*

Unknown disse...

a tua ilha é um sortilégio do bem,

beijo

ítalo puccini disse...

gosto desse movimento de fazer uso da metalinguagem. ficou muito bom este escrito!

beijos.

FlorAlpina disse...

Lindissimo!

"...Que farei senão impor ao verbo a dor suprema do silêncio?"...

Bjs dos Alpes

*** Cris *** disse...

Olá,td bem?
Acho que em algum momento sa vida acabamos sendo ilhas.
Bjs e ótima semana!

Anónimo disse...

Um lindo poema em poucas palavras, mas que dizem muito.
As vezes as palavras ferem quem não está preparado para ela.

Bjs

Graça Pereira disse...

Não consentirei na morte permatura do poema...
Sim , antes ser ilha num sentido único, lançando o poema aos ventos, como pequenas gotas,ainda que só no cume do mar.
Beijo
Graça

João de Sousa Teixeira disse...

O POETA

O poeta rimava palavras com pássaros.
Às vezes, apenas com a sua breve passagem,
falava como se voasse.
Viveu todo o tempo num golpe de asa.

O seu texto é uma metáfora magnífica.

Beijinho
João

VICIADOS EM CAFÉ disse...

Lídia, que beleza de comentário o seu no Blog do Folhetim.
Muito obrigado.

Mª João C.Martins disse...

Lídia

Ou não fosse a poesia, a ilha que cresce no esplendor da contemplação silênciosa de toda a claridade...

Belo, muito belo!

Um beijinho

A.S. disse...

Lidia,

Sublime! Um dos teus mais belos poemas!!!

Beijos,
AL

P. P. disse...

Delicioso...
Um amargo encantador!

Com um bj,
paulo

Anónimo disse...

À volta, um "mar" de versos por vir!... Da "seara" já só temos certezas!
Beijinhos

Rosa dos Ventos disse...

Uma ilha rodeada de sensibilidade poética!

Abraço

Manuela Freitas disse...

Olá Lídia,
Fantástica a imagem, a ilustração nos teus posts é sempre excelente!
Quanto ao poema, se ainda houver vaga eu quero estar nessa ilha!
Beijos,
Manuela

Alberto David disse...

Não! O Poema em si nunca morrerá, quanto á sua ilha, Ilha no alvor da noite, brilhará sempre com a luz dos seus poemas.
Estou a tentar criar um livro de poesia, no qual os poemas são acompanhados de quadros da minha autoria, gostaria de a ver passar por lá.Obrigado.

Mona Lisa disse...

Serei ilha rodeada por um mar de poesia...

SOBERBO!

Bjs.

Lilá(s) disse...

O poeta é assim rima palavras cheias de sensibilidade. Muito lindo!
Bjs

AC disse...

Uma ilha feita de poesia é sempre farol para qualquer náufrago...
Anda inspirada, Lídia, parabéns!

Beijo :)

Mar Arável disse...

Simplesmente

soberbo

Bj

Cris França disse...

Lígia, hoje pra mim teu comentário foi perfeito, obrigada!

Fê blue bird disse...

Que belo momento de inspiração:
"Não! Não consentirei na morte prematura do Poema. Serei ilha, talvez… Ilha no alvor da noite, onde a lua é feliz e se demora. "

Eu também nunca consentirei tal morte prematura!
Viva a poesia!!

Beijinhos

GizeldaNog disse...

Enquanto você estiver criando textos com essa plenitude e beleza, não há como o poema morrer.

Escolhi postar aqui,porque me permitiu passar quase uma hora lendo muitos dos seus textos e concluir que aqui estava a semente.

Incrível seu talento para poesia!

beijos, querida.