domingo, 30 de janeiro de 2011

Palavras


Se puderes pára um pouco
Deixa que te dê a mão
E fiquemos assim
A escutar este rio veloz
Que nos atravessa

Acreditemos que é verão
E como quem colhe maçãs
Apanhemos as nuvens
Que o céu vai deixando cair
Porque sendo verão o céu
Deve estar limpo e azul

Com elas façamos um barco
Para navegarmos na claridade
Das palavras irreprimíveis
É tempo de aprendermos
A sua pronunciação

31 comentários:

Mona Lisa disse...

Olá Lidia

Parar no tempo e sonhar...é viver!

Bjs.

Catarina disse...

Mais um bonio poema... : ) Bom fim de semana.

Unknown disse...

Bom dia

Aqui neste espaço aprendemos a voar no azul do Céu, a recolher nuvens como fruta madura e saborosa.

Na terra façamos um mar de palavras que correm velozes e naveguemos na vida.

a d´almeida nunes disse...

Bom dia, Lídia

Ontem estive em Samora Correia.
Atravessei a ponte da Lezíria, toda ela engalanada a chamar a cor, a vida, o belo. Ao mesmo tempo a acenar com lenços coloridos de realidades cruas!...

Estivemos, por convite do Grupo de Alcanena, no X encontro de Poetas Ribatejanos.

Gente que vive a poesia,
que a vê em qualquer recanto ou olhar.
Gostei imenso de lá estar
e fotografar
e falar
e pensar
alguns versos a soletrar...

Enquanto houver poetas
a vida será eterna!

Bj
António

Jorge Pimenta disse...

querida lídia,
"as palavvras irreprimíveis". como o tempo me ajudou a perceber o alcance desta expressão. e como o teu poema toca os ângulos e as arestas onde se constrói o mapa do que, pelas palavras mas, sobretudo, pelos seus referentes [i]materiais, se desvela simples essencialidade.
admirável, pois.
beijo com nuvens nos lábios!

Unknown disse...

As palavras da verdade são simples ,grato pelas tuas simples, mas lindíssimas palavras.

Abraço.

Anónimo disse...

"Apanhemos as nuvens
Que o céu vai deixando cair
Com elas façamos um barco"

Lindo Lídia!
Eis o Poema!!!

Um beijo

Pedro Gaivota disse...

E fiquemos assim, juntos de mão dada, à espera que a noite caia e nos ofereça as estrelas, que usaremos como tapetes voadores, mágicos, e voaremos,ansiosos, expectantes, rumo às profundezas da alma dos poetas...como Tu.

Beijinhos

Flor de Jasmim disse...

Lidia
Lindo!!! estas palavras tão simples e que tanto nos dizem.Obrigado por este aconchego.
Beijinho bom resto de Domingo

AC disse...

Lídia,
Se me permite, eu também quero navegar na claridade dessas palavras...

Beijo :)

Teté M. Jorge disse...

Você é simplesmente maravilhosa!
Parece que esses versos vieram para mim... como uma carícia no coração!
Obrigada, poetisa!
Te deixo um abraço caloroso.
Boa semana.

Graça Pereira disse...

Façamos de conta que é Verão porque não sabemos a duração de cada Inverno...Peguemos nas palavras e nas nuvens, com sabor a maçãs maduras, façamos um barco que leve o poema pelo azul do céu...até nos encontrarmos!!
Beijo
Graça

JB disse...

Gosto desse azul polvilhado de branco... e se não conseguir fazer um barco espero poder ter asas para rasgar o céu e olhar a claridade de cada ser que o admira...

São sempre belos os seus poemas!

Beijinho

Delfim Peixoto disse...

Lídia, fiquei super feliz pela sua visita e comentário.
O seu Verão é lindo!
Abraço

alma disse...

lÍDIA,

VOAR NAS TUAS PALAVRAS É SENTIR PLENO O UNIVERSO.

BJ

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá amiga! Passando para te desejar uma ótima semana e apreciar mais uma das tuas belas criações. Lindo poema.

Beijos,

Furtado.

Sempre disse...

Em tons de azul e branco é tão fácil voar, navegar e permanecer nestas doces palavras. Beijinhos ;)

Unknown disse...

ah esse poema, e porque te chamas Lídia, veio-me Ricardo Reis


beijo

Rogério G.V. Pereira disse...

Cheguei a tempo
De te estender a mão
E ficar a ouvir a voz
Do rio, atravessando-nos veloz

Cheguei a tempo
De acreditar ser verão
Apanhar as nuvens
Deixando o céu
Como tu querias
Mais limpo e azul

Cheguei a tempo
De construir-mos o barco
E partir contigo na claridade
Das palavras irreprimíveis
E, juntos, pronunciá-las
O resto de todo o tempo

João de Sousa Teixeira disse...

Propõe a utopia
ou apenas o balanço da poesia feita de palavras?
Aceito as duas (mesmo uma terceira...)
com um brijinho
João

Rosa dos Ventos disse...

Navegar é preciso!
Belo poema, como sempre!

Abraço

Dilmar Gomes disse...

Olá querida amiga Lídia. Que coisa linda! belo poema musical.
Um grande abraço.

Primeira Pessoa disse...

sim, lidia,
é tempo de aprender a exata pronunciação.
e que foto, ein?

abração do

roberto.

Paula Barros disse...

Lídia, gostaria de ter escrito. Alguém para me dar a mar e escutar o rio, atravessar o rio, olhar o rio, sentir o rio....

Linda imagem o seu poema nos remete.

beijo

Anónimo disse...

Como admiro essa palavras cheias de nuvens que nos tiram do chão. Lindo!

Beijo.

P. P. disse...

Incrível como, nestes nossos dias, é tão difícil darmos as mãos...
É tempo de!

Bj grande.

Lilá(s) disse...

A delícia das palavras!
Bjs

Mª João C.Martins disse...

Lídia

" Se pudéssemos rasgar a palavra/e dissecar-lhe o sentido (...)

É hora de atravessar o tempo, navegando na claridade das palavras que dizem, o que é essencial que não fique nunca por dizer.

Aqui, na tua poesia, é esse o uso que dás à palavra. Por isso é sempre tão prazerosa para mim, esta leitura.

Um beijinho

Mar Arável disse...

Tudo

se move

Um Cantinho para Sonhar disse...

Minha nossa que poesia encantadora!
Li com a alma e senti com o coração...!

"Apanhemos as nuvens
Que o céu vai deixando cair
Com elas façamos um barco"

Sou completamente apaixonada pelo Céu e amei de paixão essa poesia!

Sigo-te com muita admiração e ficaria honrada com a sua visita ao meu Céu....Um cantinho para sonhar...

Com carinho,
Suzy

dade amorim disse...

Lindo poema, barco de nuvens para dar conta do rio que nos atravessa. Imagem e texto se completam tão bem que é como se tivessem surgido juntos no mundo.

Beijo.