quarta-feira, 1 de junho de 2011

CRIANÇA

                                                                                Pintura - Renoir
Até alguém como eu
Pode fazer nascer uma lira
Nos olhos de uma criança
E com ela
Compor uma sonata de amor
Acreditando num amanhã
Diferente e melhor


Só tu Criança podes ser
O doce canto, a Esperança
Vem e ensina-me a desaprender
A quebrar esta aliança
Com um mundo de mentira
Que te pode corromper

Ensina-me tu Criança
A arte de [des]crescer.

24 comentários:

chica disse...

As crianças podem nos ensinar muito...Conviver com ela é divino! beijos,chica

Mona Lisa disse...

Olá

(...)Ensina-me tu Criança
A arte de [des]crescer.

Soberbo!
Os meus sinceros parabéns!

Bjs.

Anónimo disse...

Seu poema é maravilhoso!

Minha criança interior se manifesta nos porquês da vida.Meus olhos brilham quando descubro algo novo, uma nova forma de pensar... Não gosto muito das certezas, embora elas sejam bem cômodas.

Beijinhos

Rogério G.V. Pereira disse...

Sim
Até alguém como tu
pode isso fazer
para tal basta
apenas querer
Mas
Não esperes que uma criança
te ensine o quer que seja
Terás que ser tu
a aprender
E é coisa tão fácil
tão bela
descobrir
amar
crescer
com ela

Dilmar Gomes disse...

Lindo poema, amiga Lidia, aliás, algo natural pois tu és uma poetisa talentosa.
Um grande abraço.

Unknown disse...

Todos podemos e devemos aprender com as crianças e construir nos seus olhos violas de cordas onde soam os mais belos acordes de bondade, amor, sonho e esperança.

O seu poema é uma homenagem à criança e um hino de rara beleza.
Eles contentam-se com coisas tão pequeninas e sonham maravilhosamente bem.

lis disse...

Oi Lídia
Como sempre o lirismo dos seus poemas encanta e acalma.
Levei um lindo e publiquei no flor de lis .
Sabes que os versos de um poeta depois de lançados pertencem aos seus leitores, não é? rsrs
Espero nao desagradá-la porque pra mim é prazer e orgulho da amizade aqui construída.
um abraço

João de Sousa Teixeira disse...

…Dura severidade
Tapetada de acenos
Às ilusões da idade
E aos deslizes pequenos.

Miguel Torga
(excerto de “Marão” in Diário vol. III)

-Sem mais palavras

Beijinho
João

Rolando Palma disse...

(Des)crescer.
Provavelmente, ensinaram-nos que é inevitável "perder" a inocência, à medida que se sobem os degraus, à medida que se cresce.
E então pensamos:
Que mundo é este que trata a inocência de ser criança como um "lastro", peso inútil prontamente largado quando os passos se tornam mais pesados?

Não é o peso da inocência que nos cansa o andar... simplesmente o peso das meias verdades que carregamos nos bolsos.

Tudo de bom para si,

A.S. disse...

Lidia,

"Ensina-me tu Criança
A arte de [des]crescer."!

TÃO BELO...

Beijos...
AL

Celso Mendes disse...

Nada mais bonito do que a pureza de uma criança. Felizes os que conseguem entender a linguagem das crianças e sabem compartilhar com elas e com o mundo dessa linguagem. Lembrei-me dos livros de um grande autor brasileiro de literatura infantil (não exlusivamente) que eu lia quando criança (Monteiro Lobato), cujos personagens cultivavam, como Peter Pan, o desejo de sempre serem crianças.

Bem, sou pediatra e, portanto, suspeito.

beijo.

Lilá(s) disse...

Lindo poema! aqui as palavras são mágicas e transformam-se em poesia!
Beijinhos

Manuela disse...

Excelente Lídia...a nossa esperança está nas crianças...mas seria conveniente que as crianças fossem bem tratadas...
Bjs,
Manuela

Rosa dos Ventos disse...

Só alguém como tu para escrever assim...

Abraço

angela disse...

Lindo poema, não é preciso endurecer para crescer.
beijo

Sandra Ribeiro disse...

Que lindo minha querida! Seria tão bom (des)crescer! Amei a originalidade da poesia, parabéns!

Mª João C.Martins disse...

Um dia fui criança...
e não fossem aquelas de quem hoje cuido e me sorriem, genuinamente gratas pelo pouco que lhes dou ou faço, quase me esquecia disso. É com elas e por elas que aprendo como posso voltar a sê-lo, tantas vezes.

Estarei sempre em dívida para com elas!

Tu sabes o que isso é...

Um beijinho

Sandra Subtil disse...

As crianças iluminam de facto os nossos dias...
beijinho

Mel de Carvalho disse...

"Ensina-me a amanhecer
serena,
criança de leite,
no colo quente de sua mãe.

Deixa
que em mim floresça a esperança
- ainda que me vista d’olhares insulados
oásis ausentes,
manás distantes,
ou, tão somente,
ilhas longínquas de costas mareantes.
(...)"
Escrevi um dia, minha amiga.
No fundo, no fundo, também eu queria (des)crescer... só não saberia dizê-lo desta forma belíssima.

Fica um beijo, Lídia.
Bem-haja
Mel

Luci disse...

Encantador.
Puro encanto..

Anónimo disse...

Excelente!

rouxinoldebernardim.blogspot.com

tulipa disse...

AMIGA
Que belas são as CRIANÇAS.
Que Deus os conserve, os meus doces netos.

HOJE falo de "Mágoas"!
Pois é, quem as não tem?

Sempre ouvi dizer: quem não se sente não é filho de boa gente.
Por isso, fiquei e estou sentida com muitas pessoas, que não sabem ser sinceras, arranjam as desculpas mais esfarrapadas do mundo, pensando que conseguem pôr areia nos meus olhos...
e, isso eu não admito!

Mas...
O MEU TALENTO,
E ATÉ O GÉNIO FORTE,
Atrevido, valente,
QUE ME FEZ DIFERENTE,
Caminheira sem rastros,
MAS UM SER CONTENTE.

fazem com que, depois dos momentos de mágoa, eu arranje forças para seguir em frente para a concretização de outras aventuras.

Aqui estou para dizer que:
CONTRA VENTOS E MARÉS,
CONTRA TUDO E CONTRA TODOS
CONTINUAREI
ATREVIDA, VALENTE
DIFERENTE
MAS UM SER CONTENTE.

Se quiser pode ver alguns "Momentos Perfeitos" da inauguração da minha exposição.
Bom fim de semana.

Milene R. F. S. disse...

Como seria bom voltar a ser criança de novo! A sua despreocupação e a sua curiosidade por tudo a sua volta são coisas que nunca deveriamos perder como adultos... belo poema, beijos!

Emília Simões disse...

Belíssimo este poema, este hino dedicado às crianças.
Obrigada.
Bj.
Ailime