Pintura: Joachim Lehrer
apenas
sal disperso
o poema
laivos
de insanidade
apenas
barro
disforme
exilado
na placidez
das mãos
fragmentos
partículas
cinza e pranto
apenas
de que serve
a palavra
se ela é
degredo
eco
sem voz
a arder
na garganta
o poema
sal e pranto
apenas

20 comentários:
A poesia é isso... é o pranto, é o arrepio.
Bj
J
Minha querida
Simplesmente lindo este poema.
O poema é um mergulho silencioso na alma...o sangue em combustão... a hemorragia da vida...as mãos frias esperando pelo tempo.
Deixo um beijinho
Sonhadora
Li um poeminha de Alice Ruiz que ensina a refletir sobre sal e pranto:
" o amargo foi já ter sido/troque já esse vestido/saia do sério deixe os critérios/siga todos os sentidos/ faça fazer sentido."
laivos de insanidade? rs
sim ,as palavras ardem Lídia em mim em nós.
um abraço grande
Indigesto
como o sal da água
só
como uma ilha
musical
como um piano
à deriva
a poesia
pode esperar…
Beijinho
João
Curioso,
este poema fez-me pensar na ganância, no materialismo, na inveja...
Afinal, o que somos, o que nos rodeia para além do degredo?
EXCELENTE!
Meus parabéns.
Amiga Lídia, achei linda a imagem do piano sobre o coreto dentro do mar encapelado. Então, no degredo, no exílio, ainda resta a esperança de uma música executada por um piano à deriva...
Um grande abraço. Tenhas um lindo dia, distante dos mares encapelados da vida.
Muitas vezes o poema é muito mais do que a palavra "sem voz, a arder na garganta" =)
beijos
Insanos, disformes fragmentos que engasgam
e vem o mar no rosto
e traduzidas palavras.
Sentido e belo teu poema, Lídia!
Abraço, querida!
Marlene
Não, poeta não
Não me conformo com esse destino do poema
Não me conformo
nem concordo
Um poema é um rio
de água doce
Torbulenta mas doce,
sem sal...
O pranto nele se dilui
e robustece o caudal...
o poema é isso mesmo
sal e pranto
a arder na garganta.
muito belo.
Olá Lídia,
Vim ver-te e devo estar confundida, parecia-me que já tinha comentado este post, mas provávelmente só o li.
Gostei deste poema de sal e pranto e gostarei sempre de te visitar.
Beijos
Muito bonito, este poema! Fluido, leve, dançante e, no entanto, tão cheio.
Muito, muito bonito!
Se for só sal, deixa de ter tempero, gostei. Um abraço, Yayá.
Lídia, querida amiga, saudades de passar por aqui e ler teus suaves poemas...
Abraços
Nem somando todas as minhas dúvidas e incertezas
não deixarei de seguir sempre em frente.
Não é duvidas que trago no meu coração,
mais uma convicção de que vencerei todos os obstaculos
que hoje paresse não ter fim.
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem
perder o que temos de melhor em nós a fé
bem maior que temos em nossas vidas.
Hoje só quero deixar muito amor e carinho
pois você mereçe tudo de bom
nessa vida.
Estarei aqui sempre que Deus me permitir
você tem contribuido para que
a cada dia me sinta mais forte.
Creio posso viver melhor
e muito mais feliz com seu carinho.
Deus abençoe seu final de semana beijos no coração,Evanir.
Muita paz no coração.
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Se queremos progredir, não devemos repetir a história,
mas fazer uma história nova.(Mahatma Ghandhi)
salino
olhar
[o que
brota
do coral
da mão]
*beijo*
Lídia
Lindo muito suave!!! Adorei amiga.
Beijinho
o poema serve para despertar os sentidos do leitor. como este degredo que expurga a palavra aprisionada.
belíssimo!
se me permite, lembrei-me deste:
FUGAZES
Escrevo mentiras verde esmeralda
sobre verdades ocultas.
Escrevo do falso brilho de estrelas cadentes
como rochas riscadas nos olhos
que passam
fugazes
vorazes
sedentas
de fogo
de cinzas
e pó.
(Celso Mendes)
Belíssimo poema! Um abraço!
Apenas...
porque precisamos do poema para depurar a alma.
Tão belo, Lídia!
Um beijinho
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