sábado, 10 de setembro de 2011

O outro lado das coisas

As palavras são fundantes?
Também desagregam.

O amor cega?
Também revela.

O ódio destrói?
Também liberta.

A dúvida paralisa?
Também inspira.

A coragem é altruista?
Também é soberba.

O medo atrapalha?
Também protege.

A vida é tragédia?
Também é gloriosa.

A morte é o termo?
Também é recomeço.

João Melo
in Poesia (2009:40), Caminho

21 comentários:

chica disse...

Para tudo há os dois lados...Lindo! beijos, tudo de bom, lindo domingo,chica

Eva Gonçalves disse...

Tudo tem um outro lado...
Bjo

Unknown disse...

a coisa e o seu contrário, Camões nos observa nos paradoxos



beijo

marlene edir severino disse...

O outro lado,
os dois em um a se equilibrarem nessa dualidade
e a busca
há que levar isso em conta.

Como sempre "chovo no molhado": sempre belos teus poemas, Lídia!

Abraço daqui!

Isabel disse...

Uma outra forma de ver...


A música de fundo hoje é lindíssima.(não é sempre a mesma pois não?...)

Um abraço

Sandra Puff disse...

Oi, Lídia...
Gostei demais deste post...um aprendizado com estas perguntas...em princípio para paradoxal, mas as respostas são libertadoras.
Um abraço,

Sapatinhos da Dorothy

João de Sousa Teixeira disse...

Como um abraço, que nunca sabemos se nos afaga ou sufoca; como a terra, que ora faz brotar a flor, ora nos consome a carne.
Por curiosidade, falarei da mesma filosofia no próximo post.

Beijinho
João

Jorge Pimenta disse...

o difícil é ver para lá do lado das coisas que nos alumiam. garantidamente, todos os 11 de setembro seriam apenas ícones da memória do que não fomos.
beijinho!
p.s. rodrigo leão a acompanhar a leitura dos poemas que aqui nos deixas. ufa!

Flor de Jasmim disse...

Lidia querida
O outro lado,mas as duas se conjugam.
Lindo demais minha amiga.
Adoro esta música.
Beijinho

paula barros disse...

Quando aprendemos a olhar a vida com este olhar, vemos beleza e aprendemos com a dor, com a incerteza, com o medo...abraço

Maria Rodrigues disse...

A vida é uma dualidade constante. lindo poema.
Bom domingo
Beijinhos
Maria

Unknown disse...

O verso e o reverso da vida...

Beijo.

Unknown disse...

Como podemos nós entender estas contradições que nos movimentam em cada dia...?

Rogério G.V. Pereira disse...

Fez bem
o poeta
em falar de coisas,
não de gentes...
O nosso outro lado
é bem mais complicado
Diz Minha Alma e Meu Contrário

(Obrigado por ter postado João Melo, quase se esquecem dele...)

luís filipe pereira disse...

côncavo e convexo, a contraditoriedade como cerne da vida, dos sentires e das suas antagónicas mas constitutivas e dialécticas tonalidades.
grato pela partilha,
filipe

Anónimo disse...

Gostei particularmente da dúvida que paralisa, mas também inspira... É bom ler grandes autores, sempre aprendemos com eles.

Beijos e ótima semana.

Mateus Medina disse...

É mesmo assim. Há sempre dois lados (pelo menos) em tudo, desde que estejamos aptos a enxergá-los.

Beijos

Mª João C.Martins disse...

Nada existe sem que possua o outro lado. O pólo contrário do que é, para que, efectivamente, o seja.
É neste principio que toda a realidade está desenhada e, quer queiramos quer não, é nesta dualidade de luz e sombra, que sabemos fazer parte dela.

Forte e clarividente, a poética de João Melo.

Um beijinho

Branca disse...

E é neste contraditório que caminhamos e conduzimos os nossos sonhos, as nossas lutas e os enchemos de esperança.

Muito lindo!

Beijos
Branca

Anónimo disse...

Um bgosto muito grande ler estas interrogações !
Um abraço
JRMarto

Luna Blanca disse...

Nem para o céu nem para o inferno... escritores, quando morrem, vão para a eternidade.