quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Semelhante à imóvel


Semelhante à imóvel
transparência
à inesgotável face
à pedra larga onde o olhar repousa

Água sombra e a figura
azul quase um jardim por sob a sombra a iminência viva aérea
de uma palavra suspensa
na folhagem

Semelhante ao disperso ao ínfimo chama-se agora aqui o sono da erva a ligeireza livre
a nuvem sobre a página.



António Ramos Rosa

12 comentários:

Állyssen disse...

Os elementos de seus versos, sinto-os tão palpáveis e ao mesmo tempo tão abstratos...

Um beijo!

Álly

Branca disse...

Sempre tudo tão leve, tão silencioso, como uma pena voando, na poesia de António Ramos Rosa...

Muito lindo, porque tal como ele diz:

"Nada é inacessível no silêncio ou no poema."

Beijos

Paulo Francisco disse...

Quase um sonífero. Lindo poema

Mar Arável disse...

Poesia que sempre

nos interroga

chica disse...

Poema maravilhoso e música tranquila...beijos,chica

André disse...

Bacana!

Artes e escritas disse...

Um poema belíssimo. Um abraço, Yayá.

Rogério G.V. Pereira disse...

Como é possível
esquecer-me dele?

Obrigado, por mo ter trazido à memória...

Mª João C.Martins disse...

"palavra suspensa na folhagem" , à espera de cair, tão delicada, no regaço de um olhar.

Obrigada por mais este destaque maravilhoso.

Um beijinho

João de Sousa Teixeira disse...

Bom dia

DE MIM

Com o colo forrado
de ainda meios poemas
procuro entre as palavras
a que aos lábios finja um beijo
porque do beijo quer apenas
a passagem breve
e consumir-se sem ganhar significado
quando o fim
for necessário para as coisas

Se lhe desvendar o traço
o rasto fino
se a encontrar lambendo
as vossas almas letradas
digo

Beijinho
João

Rafael Castellar das Neves disse...

Muito bom!!! Boa seleção, Lídia!

[]s

OceanoAzul.Sonhos disse...

Magnifico!

beijinho Lidia
oa.s