Semelhante à imóvel
transparência
à inesgotável face
à pedra larga onde o olhar repousa
Água sombra e a figura
azul quase um jardim por sob a sombra a iminência viva aérea
de uma palavra suspensa
na folhagem
Semelhante ao disperso ao ínfimo chama-se agora aqui o sono da erva a ligeireza livre
a nuvem sobre a página.
António Ramos Rosa

12 comentários:
Os elementos de seus versos, sinto-os tão palpáveis e ao mesmo tempo tão abstratos...
Um beijo!
Álly
Sempre tudo tão leve, tão silencioso, como uma pena voando, na poesia de António Ramos Rosa...
Muito lindo, porque tal como ele diz:
"Nada é inacessível no silêncio ou no poema."
Beijos
Quase um sonífero. Lindo poema
Poesia que sempre
nos interroga
Poema maravilhoso e música tranquila...beijos,chica
Bacana!
Um poema belíssimo. Um abraço, Yayá.
Como é possível
esquecer-me dele?
Obrigado, por mo ter trazido à memória...
"palavra suspensa na folhagem" , à espera de cair, tão delicada, no regaço de um olhar.
Obrigada por mais este destaque maravilhoso.
Um beijinho
Bom dia
DE MIM
Com o colo forrado
de ainda meios poemas
procuro entre as palavras
a que aos lábios finja um beijo
porque do beijo quer apenas
a passagem breve
e consumir-se sem ganhar significado
quando o fim
for necessário para as coisas
Se lhe desvendar o traço
o rasto fino
se a encontrar lambendo
as vossas almas letradas
digo
Beijinho
João
Muito bom!!! Boa seleção, Lídia!
[]s
Magnifico!
beijinho Lidia
oa.s
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