segunda-feira, 27 de agosto de 2012

                                                                                                                                            Rafael Rodríguez


«Saímos para o estrangeiro quando a nossa terra já saiu de nós.»

Mia Couto (2008: p.116), venenos de deus, remédios do diabo

19 comentários:

Rosa dos Ventos disse...

Espero que nunca saia de mim nem dos que me estão mais próximos mas se isso acontecer vou com eles!

Abraço

Catarina disse...

Como eu gosto de Mia Couto!
Bjos : )

Sílvia Mota Lopes disse...

Lídia vai ao meu blogue tens lá uma surpresa:)

Sílvia Mota Lopes disse...

Lídia o meu poema bale a cabra é sobre isso mesmo:)
e agora não há cabra para parir:)

Branca disse...

Triste verdade, mas apesar de tudo nunca consegui que esta terra saísse de mim, amo-a demasiado, nem Mia Couto conseguiu que a sua terra saísse de si e ali continua lutando, apesar de percorrer o mundo. No entanto reconheço que para alguns é impossível ficar, :(

Muito lindo este post Lìdia, apesar de triste.

Beijos

Branca

JP disse...

Saímos da zona de conforto, como pediu o nosso Primeiro!
A nossa terra já saíu de nós há muito, nós é que continuamos enraízados nela.


Beijinho

Rogério G.V. Pereira disse...

Disse, um dia
Que jamais me ausentaria

Emília Simões disse...

E começamos a sentir-nos estrangeiros na nossa própria terra, porque asfixiados somos.
A realidade, na belíssima escrita de Mia Couto bem ilustrada pela magnífica tela.
Beijinhos.

Unknown disse...

mais estrangeiro no lugar que no momento, diria Caetano

Mar Arável disse...

... por vezes estrangeiros

dentro de nós

Armando Sena disse...

E sempre voltamos ao sítio que nos moldou a alma.

Agulheta disse...

Amiga Lídia!Já somo todos "estrangeiros" nesta terra de poetas,posso andar por muitos lugares e gostar,mas o meu cantinho vai, e vem comigo no coração.
Beijos:))

Anónimo disse...

É precisamente por isso que, apesar de já ter regressado a Portugal há uns anos, voltei a sentir-me emigrante...

AFRICA EM POESIA disse...

Lídia

a saudade fez-me voltar...


beijinhos

São disse...

Mia Couto tem sempre uma maneira original de dizer as coisas.

Bom dia

ana disse...

Lídia,
é tão verdadeira esta citação.

Bom dia!:)

Mª João C.Martins disse...


E às vezes ficamos, com ela a morrer-nos cá dentro.

Um beijinho

Thuan Carvalho disse...

Perfeito.
PERFEITO.

concordo integralmente.

hei de aqui ficar!

Jaime A. disse...

A terra,
de facto os seus tons:
os castanhos,
os granitos,
as suas valas
cor de descoradas
mergulha já perdida;
a terra que é nossa,
e de todos antes de nós,
virá num zumbido
quase esquelético
e, consigo,
a tensão dos gestos,
que se não fizeram.
É nesta hesitação,
neste quase contraste,
que regressaremos,
pardais sem ninho,
sem memória,
os lagos gelados
fixos no ar,
num esquecimento
vago.