Triste verdade, mas apesar de tudo nunca consegui que esta terra saísse de mim, amo-a demasiado, nem Mia Couto conseguiu que a sua terra saísse de si e ali continua lutando, apesar de percorrer o mundo. No entanto reconheço que para alguns é impossível ficar, :(
E começamos a sentir-nos estrangeiros na nossa própria terra, porque asfixiados somos. A realidade, na belíssima escrita de Mia Couto bem ilustrada pela magnífica tela. Beijinhos.
Amiga Lídia!Já somo todos "estrangeiros" nesta terra de poetas,posso andar por muitos lugares e gostar,mas o meu cantinho vai, e vem comigo no coração. Beijos:))
A terra, de facto os seus tons: os castanhos, os granitos, as suas valas cor de descoradas mergulha já perdida; a terra que é nossa, e de todos antes de nós, virá num zumbido quase esquelético e, consigo, a tensão dos gestos, que se não fizeram. É nesta hesitação, neste quase contraste, que regressaremos, pardais sem ninho, sem memória, os lagos gelados fixos no ar, num esquecimento vago.
19 comentários:
Espero que nunca saia de mim nem dos que me estão mais próximos mas se isso acontecer vou com eles!
Abraço
Como eu gosto de Mia Couto!
Bjos : )
Lídia vai ao meu blogue tens lá uma surpresa:)
Lídia o meu poema bale a cabra é sobre isso mesmo:)
e agora não há cabra para parir:)
Triste verdade, mas apesar de tudo nunca consegui que esta terra saísse de mim, amo-a demasiado, nem Mia Couto conseguiu que a sua terra saísse de si e ali continua lutando, apesar de percorrer o mundo. No entanto reconheço que para alguns é impossível ficar, :(
Muito lindo este post Lìdia, apesar de triste.
Beijos
Branca
Saímos da zona de conforto, como pediu o nosso Primeiro!
A nossa terra já saíu de nós há muito, nós é que continuamos enraízados nela.
Beijinho
Disse, um dia
Que jamais me ausentaria
E começamos a sentir-nos estrangeiros na nossa própria terra, porque asfixiados somos.
A realidade, na belíssima escrita de Mia Couto bem ilustrada pela magnífica tela.
Beijinhos.
mais estrangeiro no lugar que no momento, diria Caetano
... por vezes estrangeiros
dentro de nós
E sempre voltamos ao sítio que nos moldou a alma.
Amiga Lídia!Já somo todos "estrangeiros" nesta terra de poetas,posso andar por muitos lugares e gostar,mas o meu cantinho vai, e vem comigo no coração.
Beijos:))
É precisamente por isso que, apesar de já ter regressado a Portugal há uns anos, voltei a sentir-me emigrante...
Lídia
a saudade fez-me voltar...
beijinhos
Mia Couto tem sempre uma maneira original de dizer as coisas.
Bom dia
Lídia,
é tão verdadeira esta citação.
Bom dia!:)
E às vezes ficamos, com ela a morrer-nos cá dentro.
Um beijinho
Perfeito.
PERFEITO.
concordo integralmente.
hei de aqui ficar!
A terra,
de facto os seus tons:
os castanhos,
os granitos,
as suas valas
cor de descoradas
mergulha já perdida;
a terra que é nossa,
e de todos antes de nós,
virá num zumbido
quase esquelético
e, consigo,
a tensão dos gestos,
que se não fizeram.
É nesta hesitação,
neste quase contraste,
que regressaremos,
pardais sem ninho,
sem memória,
os lagos gelados
fixos no ar,
num esquecimento
vago.
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