domingo, 23 de setembro de 2012

Enquanto deixas falar o vento


                                                                                                                                                            Storni

Irrompe da folhagem,
um rumor oculto, uma melancolia
tombando 
na terra molhada em espera.  

O corpo ausenta-se
no declínio do sol e arrefece
enquanto deixas falar o vento.

São excessivas as vozes
do vento
e já não possuem a luz ardente
das estrelas  para nos salvarem da noite.

15 comentários:

Catarina disse...

Muito bonito, Lidia.

Mona Lisa disse...

...o tempo passa...a saudade aumenta.

Magnifico!

Beijos.

Gustavo disse...

É preciso carregar as energias em algum momento. Deixar a voz do vento falar e tirar dela um algo a mais. Me trouxe uma ideia de humanidade muito grande. Poesia rica demais!

Parabéns!

Armando Sena disse...

A melancolia como termo poético, uma combinação obrigatória.
Um poema lindo.

Unknown disse...

a voz do vento e seus inventos,


beijo

Mariazita disse...

Por razões a que não vou aqui dar voz... este poema tocou-me particularmente. E como hoje estou com a sensibilidade à flor da pele... pior ainda.

Estive a ler o post anterior e gostei imenso. Talvez por ter uma filha professora (além de muitos outros familiares e amiga(o)s) tudo o que respeita a Escola e Educação me interessa muito.

Uma semana feliz. Beijinhos

Silenciosamente ouvindo... disse...

O corpo às vezes precisa de se ausentar...gostei.
E da música.
Um beijinho
Irene Alves

Lilá(s) disse...

Sempre magníficos poemas!
Bjs

Graça Pereira disse...

E se o vento fala...oiça-mo-lo!
Talvez tenha muita coisa para nos contar...vozes de outros tempos, de outras gentes que nunca foram ouvidas.
Belo poema.
Beijo e uma boa semana.
Graça

Anónimo disse...

Eu não leio a poesia, sinto-a!
Letra a letra, palavra a palavra...
e lentamente deixo-a preencher-me o tempo, o pensamento... e todos os sentidos a vivem.
Obrigado!

vieira calado disse...

Um bonito poema de outono!

Beijinho para si!

Rogério G.V. Pereira disse...

Sabes, poeta?
Que ainda espero, o dia
Em que a poesia
(re)ponha o equilíbrio
necessário, a cada dia
Que me dê o sol, quando ele se esconde
Que me traga o calor, quando ele parte não sei para onde
Que me ponha o Suâo a segredar baixinho
calando as vozes excessivas do vento:
Não te ausentes, nem um só momento...

Thuan Carvalho disse...

A luz das estrelas toca os olhos dos românticos;

e o sopro do vento toca o corpo dos amantes.


perfeita a imagem!
;*

AC disse...

A fina subtileza ao serviço de delicada sensibilidade...
Muito bem, Lídia!

Beijo :)

Mª João C.Martins disse...



"São excessivas as vozes" e não há vento que desfaça as sombras neste céu tão cinzento.

Um beijinho