Storni
Irrompe da folhagem,
um rumor oculto, uma melancolia
tombando
na terra molhada em espera.
O corpo ausenta-se
no declínio do sol e arrefece
enquanto deixas falar o vento.
São excessivas
as vozes
do
vento
e já não possuem a luz ardente
e já não possuem a luz ardente
das
estrelas para nos salvarem da noite.

15 comentários:
Muito bonito, Lidia.
...o tempo passa...a saudade aumenta.
Magnifico!
Beijos.
É preciso carregar as energias em algum momento. Deixar a voz do vento falar e tirar dela um algo a mais. Me trouxe uma ideia de humanidade muito grande. Poesia rica demais!
Parabéns!
A melancolia como termo poético, uma combinação obrigatória.
Um poema lindo.
a voz do vento e seus inventos,
beijo
Por razões a que não vou aqui dar voz... este poema tocou-me particularmente. E como hoje estou com a sensibilidade à flor da pele... pior ainda.
Estive a ler o post anterior e gostei imenso. Talvez por ter uma filha professora (além de muitos outros familiares e amiga(o)s) tudo o que respeita a Escola e Educação me interessa muito.
Uma semana feliz. Beijinhos
O corpo às vezes precisa de se ausentar...gostei.
E da música.
Um beijinho
Irene Alves
Sempre magníficos poemas!
Bjs
E se o vento fala...oiça-mo-lo!
Talvez tenha muita coisa para nos contar...vozes de outros tempos, de outras gentes que nunca foram ouvidas.
Belo poema.
Beijo e uma boa semana.
Graça
Eu não leio a poesia, sinto-a!
Letra a letra, palavra a palavra...
e lentamente deixo-a preencher-me o tempo, o pensamento... e todos os sentidos a vivem.
Obrigado!
Um bonito poema de outono!
Beijinho para si!
Sabes, poeta?
Que ainda espero, o dia
Em que a poesia
(re)ponha o equilíbrio
necessário, a cada dia
Que me dê o sol, quando ele se esconde
Que me traga o calor, quando ele parte não sei para onde
Que me ponha o Suâo a segredar baixinho
calando as vozes excessivas do vento:
Não te ausentes, nem um só momento...
A luz das estrelas toca os olhos dos românticos;
e o sopro do vento toca o corpo dos amantes.
perfeita a imagem!
;*
A fina subtileza ao serviço de delicada sensibilidade...
Muito bem, Lídia!
Beijo :)
"São excessivas as vozes" e não há vento que desfaça as sombras neste céu tão cinzento.
Um beijinho
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