Alphonse D`Heye
Primeiro, como um choro de água,
Primeiro, como um choro de água,
as
sílabas deslizavam junto ao solo
subalternas
Quando, já palavras se tornavam caudal
colhia
duas ou três, rente à fonte
para
enganar a sede.
Mais
tarde insinuavam-se,
voluntárias.
Refreava então
a ânsia de absorção
fazia-a
durar até que a ave
adormecida
no coração despertasse
estendendo
as asas, rasgando limites
para se
fazer utopia.
Por fim a queda
tesoura precisa na poda dos sonhos
Por fim a queda
tesoura precisa na poda dos sonhos

12 comentários:
Do brilhantismo.... parabens
que belo poema com uma imagema acompanhar perfeita
Entre " um choro de água " e a
" poda dos sonhos " , a mão do poeta a contornar o ciclo das searas e o grito da indignação do mundo. Com ele, nenhuma sede morrerá sem palavras.
É enorme a minha admiração pela voo das tuas palavras.
Um beijinho, Lídia
Sento-me no umbral da porta
junto à pedra
Leio e releio o poema
e espero a queda
Mais tarde os sonhos
renascerão revigorados
Colher palavras...tão bonito isso!!!
Muitos beijos!
recortes de uma caligrafia,
beijo
Muito belo.
Arrepiei-me.
Descontente com a República as palavras pesaram mais.
A tela é belíssima e muito bem conjugada com o poema.
Parabéns e bom feriado!
Que belas imagens!!!
Os sonhos ? Brotarão renovados.
Beijinho
"tesoura precisa na poda dos sonhos"....
Com um choro de água eles desapareceram!
Beijo
Aqui os poemas e imagens são perfeitos! sempre em sincronia!
Bjs
Uns semeiam, outros cerceiam...
Ninguém o diria melhor, Lídia!
Beijo :)
Cortam-se as palavras, as silabas
Podam-se sonhos….pra que nasça poesia…
Muito belo!
Beijo
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