segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

"Micropaisagem" - Poema XXI



esta poeira
lenta 
hesita em regressar ao chão
[o poema
sonha ainda 
o arquétipo do voo],
mas cai
e localiza 
na cal
o ponto morto 
que propaga 
o silêncio







Oliveira,Carlos de (2003:p.229) 
Trabalho Poético, Assírio&Alvim






11 comentários:

Rogério G.V. Pereira disse...

Esperemos então!
Será na propagação do silêncio
que o eco ecoará mais alto...

JP disse...

É...por vezes é necessário deixar assentar a poeira....ou a poesia, até que as vígulas, os pontos se espalhem bem e regressem ao silêncio.

Beijinho

ana disse...

Amanhã vai sair um desafio/partilha no (IN)Cultura, gostaria que participasse com o seu contributo.
Beijinho.:)

ana disse...

Gostei muito do poema e da música.

Anónimo disse...

Ainda existem arquétipos!
Mas raros, muito raros.
É necessário voar para os encontrar.

Lucian disse...

Bela escolha, Lídia! Abraços e obrigado pela visita!

ONG ALERTA disse...

Sábio silencio,beijo Lisette.

Armando Sena disse...

E o silêncio merece o nosso respeito.
Bjs

Manuel Veiga disse...

eu "sabia" que admiravas Carlos Oliveira... rss

pressentia-se no "perfume" de teus poemas - o que abona a tua qualidade poética...

beijos

Pérola disse...

Na poeira o mundo descobre-se e a poesia acontece.

Um beijinho

Mateus Medina disse...

Essa mesma poeira que será varrida, assim como o silêncio...

beijos