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Chove
Mas
isso que importa*
se a primavera, gota a
gota,
já se nota
nas folhinhas prematuras
da roseira?
Há até uma pequena flor amarela
[reparo agora nela]
dádiva aberta na velha
floreira.
Como um sol
ou poema que acumulou
energia
e explodiu subitamente à luz do dia
sem precisar que um poeta
o fizesse
sair de si para lhe chamar seu.
sair de si para lhe chamar seu.
Dos poemas sem dono,
rompendo do nada, que sabes tu?
Que sei eu?
rompendo do nada, que sabes tu?
Que sei eu?
*Em itálico, versos de José Gomes Ferreira
do poema intitulado: "Chove"
do poema intitulado: "Chove"

23 comentários:
haveria dono para a voz que se imanta na sílaba do verso,
beijo
E, "do nada", as palavras colhem a cor luminosa do sol, para falarem da simples razão de existirem na renovação de tudo o que é vivo.
Um beijinho
Muito bonito o poema e a foto. É sua a foto?
Bom domingo!
Tão belo Lídia!
Também eu hoje reparei nas flores que já despontam, mas dizê-lo como tu não sei...perdi a inspiração, o ânimo, porque sempre fui uma aprendiz das palavras, trago-as presas no silêncio da alma à espera que um dia voltem a florir.
São realmente "poemas sem dono" estas prendas da natureza e passam pela transparência dos teus versos para o nosso Universo.
Aproveito para corrigir "desabrochar" no comentário anterior.
Beijos
Branca
E tantos poemas sem dono como esse acontecem na natureza...LINDO!!! beijos,chica
Mas que coincidências, neste dia a amanhecer sorumbático (talvez seja o meu modo de sentir esta manhã dum dia cinzento no centro oeste de Portugal... só isso)!
Venho do blogue da Isabel Soares (horizonte sem horas) e também ela se inspira no José Gomes Ferreira e na sensação da chuva e da sua influência sobre alguns dos nossos momentos.
Não deixei lá nenhum comentário, não consegui, hoje estou sem vontade. É isso, sem vontade, apetecia-me ficar sem fazer nada, deixar-me ficar na cama e esperar...
Belo e inspirado poema.
Bom Domingo, Lídia.
Lidia,
Consigo ver a florinha amarela a desabrochar... tão belo.
Beijinhos
Ana
"que sabes tu, que sei eu..."
Poema muito bonito anunciando a Primavera.
Gota a gota nasce uma flor na esperança de outras flores que fazem acontecer a Primavera.
Tuas escolhas continuam sendo muito especiais!
Uma ótima semana
beijo
Os poemas e a primavera ao florescer encantam a nossa alma. Excelente escolha.
Bom domingo
Beijinhos
Maria
que sabemos nós da vida,
minha querida Lídia?
que sabemos se
"...é destino de quem ama ouvir um violino até na lama"?
chove? que importa?
beijo daqui
Mel
O Zé é da família
Ele e eu nunca colhemos uma flor
nem colocámos um poema
num vaso.
Os poemas não devem ser colhidos
Não têm donos
são de todos
Bela glosa, Lídia! Sei que o Zé Gomes Ferreira gostaria de a ler.
Beijinhos.
Seu blog é óptimo, lindas poesias, não sou poeta mas gosto de uma boa poesia, e aqui encontram-se não uma mas dezenas de lindas poesias, gostei dou-lhe meus parabéns.
Com votos de grandes vitórias.
PS. Se desejar fazer parte dos meus amigos virtuais, faça-o de forma a que possa encontrar seu blog para segui-lo também.
Sou António Batalha.
Um belo poema!
Um beijo
De poesia sabes tu, minha querida... E eu leio-te e calo-me... Quando for grande quero saber fazer versos como tu, pode ser?
Beijo
Tão belo o poema! trouxe-me logo á memória as flores lindas que ontem se cruzaram comigo numa caminhada pela mata.
Bjs
os poemas vadios fazem o milagre da Poesia...
gostei, deveras!
beijo
Poema antecipa primaveras!
Beijos,
Sabemos muito pouco, é verdade.
Mas, ainda sem saber, consegue sempre nos pôr a sentir... de repente, fez-me primavera =)
beijos
São mimosas
senhora
Que delícia de poema! Os seus são também meus! Quando os leio e me tocam, e me ficam na pele.
Beijinho
Lídia,
Essa pequena flor amarela é o poema que todos gostaríamos de escrever.
Beijo :)
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