Entrei na "Almedina", na passada sexta-feira, dizendo comigo "não vou comprar mais livros, só ver". É o que digo comigo, quase sempre, ao entrar numa livraria e quase nunca cumpro.
Bem, quando saí, trazia a Antologia Poética, de António Ramos Rosa, com Prefácio, Bibliografia e Selecção de Ana Paula Coutinho Mendes, Publicações Dom Quixote.
Ainda não a tinha... Passei o fim de semana com ela.
"Triste coincidência" - foi o que pensei hoje, ao receber a notícia da morte de Ramos Rosa que me chegou através de mensagem de telemóvel.
Em qualquer parte um homem
discretamente morre.
Ergueu uma flor
Levantou uma cidade
[...]
António Ramos Rosa, Antologia Poética (2001:p.29)

8 comentários:
Memória viva
Oi Lídia
Em tempos tão difíceis de escassos homens valorosos, perdermos um escritor e poeta é irreparável!
...em um dos seus poemas ele dizia:"não posso adiar o amor para outro século /não posso ainda que o grito sufoque na garganta/ ainda que o ódio estale e crepite e arda ..."
Que seu legado seja um exemplo aos jovens dessa geração,
Coincidência nao Lídia_ nada acontece por acaso_ um poeta visitando outra amante das letras,antes de ir embora...
deixo abraços florzinha
Não conhecia este Poeta nem a sua obra e no dia da sua morte as TV'S dão-nos a notícia.
"Em qualquer parte um homem
discretamente morre"
Vou procurar ler os seus poemas e beber-lhe a poesia que o fazia viver.
Lídia,
Este é dos que não morrem, a sua obra ficará.
Beijo :)
Parte o homem, fica a obra.
Imortal só mesmo o que escrevemos.
bj
"Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol."
Beijinho amigo
Rosa em outros espaços
beijo
Tenho essa antologia, mas do Círculo de Leitores. Creio que é o único livro que tenho de António Ramos Rosa.
Também evito entrar em livrarias, porque a tentação é muito grande!...
Há coincidências assim!
Um beijo
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