segunda-feira, 23 de setembro de 2013

António Ramos Rosa

     
 Entrei na "Almedina", na passada sexta-feira, dizendo comigo "não vou comprar mais livros, só ver". É o que digo comigo, quase sempre, ao entrar numa livraria e quase nunca cumpro.
      Bem, quando saí, trazia a Antologia Poética, de António Ramos Rosa, com Prefácio, Bibliografia e Selecção de Ana Paula Coutinho Mendes, Publicações  Dom Quixote. 
Ainda não a tinha... Passei o fim de semana com ela.
      "Triste coincidência" - foi o que pensei hoje, ao receber a notícia da morte de Ramos Rosa que me chegou através de mensagem de telemóvel.


Em qualquer parte um homem
discretamente morre.

Ergueu uma flor
Levantou uma cidade

[...]

António Ramos Rosa, Antologia Poética (2001:p.29)



8 comentários:

Mar Arável disse...

Memória viva

lis disse...

Oi Lídia
Em tempos tão difíceis de escassos homens valorosos, perdermos um escritor e poeta é irreparável!
...em um dos seus poemas ele dizia:"não posso adiar o amor para outro século /não posso ainda que o grito sufoque na garganta/ ainda que o ódio estale e crepite e arda ..."
Que seu legado seja um exemplo aos jovens dessa geração,
Coincidência nao Lídia_ nada acontece por acaso_ um poeta visitando outra amante das letras,antes de ir embora...
deixo abraços florzinha

Unknown disse...

Não conhecia este Poeta nem a sua obra e no dia da sua morte as TV'S dão-nos a notícia.

"Em qualquer parte um homem
discretamente morre"

Vou procurar ler os seus poemas e beber-lhe a poesia que o fazia viver.

AC disse...

Lídia,
Este é dos que não morrem, a sua obra ficará.

Beijo :)

Armando Sena disse...

Parte o homem, fica a obra.
Imortal só mesmo o que escrevemos.
bj

Daniel C.da Silva disse...

"Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol."


Beijinho amigo

Unknown disse...

Rosa em outros espaços



beijo

Isabel disse...

Tenho essa antologia, mas do Círculo de Leitores. Creio que é o único livro que tenho de António Ramos Rosa.

Também evito entrar em livrarias, porque a tentação é muito grande!...

Há coincidências assim!

Um beijo